São Paulo, 28 de Maio de 2018

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Cuidado com a auto-hemoterapia

Escrita por: Raquel Francese
12/03/2007 07:37

Tratamento de eficácia duvidosa ganha cada vez mais adeptos

Você já imaginou se contando apenas com a ajuda de seu próprio sangue você pudesse curar qualquer doença? É nisso que os adeptos da auto-hemoterapia acreditam. A idéia é simples. Resume-se em retirar sangue de uma veia e aplicar no músculo, estimulando assim o sistema retículo-endotelial, quadruplicando os macrófagos em todo organismo.



De maneira mais clara: retira-se o sangue de uma veia e aplica-se no músculo, braço ou nádega, sem que nada seja acrescentado ao sangue. O volume retirado varia de 5 ml a 20 ml, dependendo da gravidade da doença a ser tratada. O sangue, tecido orgânico, em contato com o músculo, tecido extra-vascular, desencadeia uma reação de rejeição do mesmo, estimulando assim o sistema retículo-endotelial. A medula óssea produz mais monócitos que vão colonizar os tecidos orgânicos e recebem então a denominação de macrófagos.



Os macrófagos servem para combater as doenças infecciosas, alérgicas, auto-imunes, e corpos estranhos como os cistos ovarianos ou miomas. Antes da aplicação do sangue, em média a contagem dos macrófagos gira em torno de 5%. Após a aplicação a taxa sobe e chega a 22%. Durante 5 dias permanece entre 20 e 22% para voltar aos 5% ao fim de 7 dias a partir a aplicação da auto-hemoterapia. A volta aos 5% ocorre quando não há mais nenhum sangue no músculo.



Existem registros do uso da auto-hemoterapia desde 1911, mas o estímulo da injeção de sangue sobre o sistema retículo-endotelial só foi comprovado em 1940 pelo professor Jesse Teixeira, com um trabalho publicado na revista Brasil Cirúrgico e premiado pela Academia de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.



Apesar disto, a eficácia do tratamento ainda levanta questões no mundo médico. A grande maioria dos profissionais ainda consideram a prática não recomendável, pois apenas foi comprovado o aumento dos macrófagos, e nada mais. A facilidade em aplicar as injeções também acaba levando pessoas leigas a ministrar o tratamento, podendo causar complicações mais sérias como hepatite C. Em caso de doença, a melhor solução ainda é procurar um médico para indicar o tratamento mais adequado ao seu caso.






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