São Paulo, 18 de Outubro de 2017

Feijoada / Confraternização de Doadores e Aniversário de 9 Anos do Clube SangueBom
Feijoada / Confraternização de Doadores e Aniversário de 9 Anos do Clube SangueBom
Confraternização de Doadores e 9 Anos do Clube SangueBom
Confraternização de Doadores e 9 Anos do Clube SangueBom

O tomate em evidência.

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
23/04/2013 16:04

Da inflação à denominação, tomate é polêmico – mas repleto de licopeno.

Dizem que ele surgiu na região da América do Sul onde hoje está o Peru. Seria um alimento dos antigos incas, povo que habitava a região antes da chegada dos espanhóis no século XVI. Os incas, como civilização, não existem mais – dizimados que foram pelo armamento moderno dos conquistadores. Com seus cavalos, espadas, bestas e arcabuzes os recém-chegados levaram vantagem mesmo sendo em menor número que os conquistados.

Mas a saga do tomate sobreviveu: uma variedade do tomate teria sido levada para a América Central, por onde teria chegado também ao México. Mas essa história é incerta, e alguns estudiosos acreditam que o tomate surgiu mesmo foi no México, apesar das diversas variedades domesticadas e selvagens de tomates na região do antigo Império Inca.

Seja qual for a versão, do México para a Europa foi um pulo. Assim como a batata, o feijão, o cacau e o milho (entre outros), o tomate era uma grande novidade nas cozinhas do Velho Mundo. Os espanhóis mostraram talento preparando os primeiros molhos à base da fruta, mas foi quando ele chegou à velha e boa Itália que seu futuro tomou forma – e fama. Na Inglaterra passou a fazer sucesso só a partir do século XIX, mas aos poucos conquistou até os ingleses, além dos franceses, espanhóis, portugueses e outros tantos povos que já o admiravam ou passaram a admirá-lo mais e mais.

Rica fonte de licopeno

O tomate é rico em licopeno – um antioxidante presente em alguns frutos de cor vermelha (a goiaba e a melancia são outros exemplos), e que ajuda a combater danos celulares causados pelos radicais livres; este, uma espécie de “resíduo” resultante do trabalho celular de produção de energia. Dessa forma, o tomate pode ajudar a combater o envelhecimento. Há estudos que apontam que também contribui na prevenção do câncer. É ainda rico em vitaminas do complexo A e B, vitamina C, fósforo, potássio, ácido fólico, fibras e frutose, entre outros componentes “do bem”.

O fruto é porém boa parte água, e pouquíssimo calórico: 100g oferecem cerca de 24 calorias. Com um pouco de sal e um fio de azeite pode fornecer um excelente lanche para a noite ou no intervalo do trabalho – embora muita gente possa achar estranho comer uma “salada” nesses períodos. Estranho talvez, mas muito saudável.

O tomate já foi muito criticado pela suspeita de que a carga de defensivos utilizados em seu cultivo faria dele um verdadeiro veneno. Hoje esse receio já não é tão grande – vale porém lavá-los bem, como quase tudo o que vai à mesa. Pouca gente sabe entretanto que os tomateiros são venenosos por natureza. Não o fruto, mas as folhas e o caule, que contêm glicoalcaloide, uma toxina natural – razão pela qual não se deve comer as folhas e ramos dos tomateiros. Entretanto o fruto maduro não tem a toxina, podendo ser consumido sem esse medo.

O “legume” que é uma fruta

Além de sua origem e composição diferenciada, o tomate também é conhecido pela sua polêmica classificação: afinal, é um fruto ou um legume? Não tenha dúvida: tecnicamente o tomate é um fruto – assim como a abóbora, a abobrinha, a berinjela e o pepino, por exemplo. Mas, na prática, convencionou-se chamar de “frutos” os alimentos doces (maçãs, peras, mamões...) e de “legumes” todos os demais.

No primeiro quadrimestre de 2013 o incompreendido tomate foi também símbolo de um dos piores venenos (este sim) que a economia de um país pode conhecer: a inflação. O preço disparou e o consumidor viu o tomate se tornar objeto de desejo – e personagem de piada nas redes sociais, representando o perigo da inflação na economia do país. E um perigo muito maior do que prejudicar meramente nossa salada, visto que a inflação tem o poder de contaminar tudo: o preço dos alimentos, dos combustíveis, da passagem de ônibus, das roupas, do aluguel, do transporte, dos móveis e eletrodomésticos, dos remédios, dos serviços (telefonia, internet, planos de saúde...), etc., enquanto literalmente destrói, sem dó, o poder de compra do salário.

Mal compreendido como fruto, criticado pelo preço quando elevado, incerto em sua origem... o tomate parece ter uma história de polêmicas. Mas seus benefícios e sabor são motivos para que não falte à mesa. Não, ao menos enquanto o bolso deixar.


Publicado originalmente em 23 de abril de 2013.

Pompeia: Rua Tavares Bastos, 425 - (11) 3674-4444 - De 2ª a 6ª das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 16h.