São Paulo, 11 de Dezembro de 2018

Feijoada / Confraternização de Doadores e Aniversário de 9 Anos do Clube SangueBom
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Mediterrânea na origem, simples e saborosa no prato.

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
07/05/2013 17:12

Alcachofra conjuga charme, simplicidade e benefícios.

Muito poucos alimentos precisam de tão simples ingredientes para conjugar sabor exótico, simplicidade e benefícios à saúde de maneira tão simples e charmosa. Esse é o caso da alcachofra, iguaria surgida na região do Mediterrâneo e que traz consigo peculiaridades e vantagens para quem a aprecia: pode ser preparada apenas cozendo-se em água – embora possa também fazer parte de pratos bem mais elaborados.

Nem legume, nem fruto: a alcachofra é uma flor cuja planta (a Cynara scolymus L.) é um arbusto perene de 1 a 3 metros de altura. Suas folhas são espinhosas e, no topo, produz a alcachofra propriamente dita – uma flor bojuda, que nascem em capítulos (em associação com outras flores). A cor é um de um belíssimo púrpura ou violeta-azulado, mas é quando ainda é “botão” que a flor deve ser colhida para consumo. E o ideal é que seja fresca: se possível, a alcachofra deve ir para a panela logo após colhida, ou no máximo em muito poucos dias. Não compre na quarta para consumir no sábado, por exemplo.

Aliás, ao comprar, para saber se está boa, é importante olhar a cor das pétalas, que não devem estar marrons (o que é sinal de que estão passadas). Também devem estar fechadas: alcachofra aberta é sinal de que o consumo passou da hora. Um bom teste para saber se a alcachofra é fresca, mas também não é verde, é segurá-la pelo cabo e sacudi-la levemente: a alcachofra fresca e madura será flexível; nem mole (não é fresca), nem muito dura (ainda está verde). Outra dica é preparar e consumir: ela não deve ser “guardada” para se saborear depois.

Sem cerimônias

Quem só conhece a alcachofra em conserva precisa conhecer a flor in natura. Para comê-la não há cerimônias, portanto não se deve se deixar intimidar pelos que possam dizer o contrário: preparada cozida em água é um prato que se come com as mãos e bem à vontade. Cai muito bem como entrada ou como um aperitivo em um lanche. Combinam também com pão; nesse caso, pão branco ou baguetes fatiadas.

Tira-se as folhas, que podem ser molhadas em molho, e saboreia-se. Come-se a parte suculenta da base de cada folha, puxando-a com os dentes, e descartando-se a parte dura. Pode também ser saboreada sem molho ou acompanhamento, ao natural ou com um pouco de azeite. O miolo – o “fundo” da alcachofra – é o equivalente à “cereja no sorvete”: um prazer especial. Pode ser cortado com a faca e, nesse caso, levado à boca com o garfo (o indicado é que os “espinhos” do miolo, que não devem ser comidos, tenham sido retirados no preparo, logo depois do cozimento).

Que benefícios traz? A alcachofra possui cinarina, substância de gosto amargo, e ácido caféico, que estimulam a produção da bile hepática (por isso não devem, porém, ser consumida por quem obstrução no canal biliar, por exemplo – ou por quem possua alergia ou alguma restrição à alcachofra). Também combatem o endurecimento das artérias e contribuem com a redução do colesterol. É rica em ferro, potássio, fósforo, iodo, sódio, magnésio e vitaminas do complexo B, além de flavonoides e vitaminas A e C.

Antes produzida na Europa, as que se encontravam no varejo no Brasil nem sempre eram suficientemente frescas. Hoje já se produz alcachofras aqui, principalmente no Estado de São Paulo. O preço ainda é alto, mas em compensação podem estar bem frescas. Valem pelo sabor e pelo charme do prato. Que, mesmo podendo ser tão simples, quando meramente cozidas em água, são sem dúvida um bom e nutritivo deleite.


Publicado originalmente em 07 de maio de 2013.

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