São Paulo, 17 de Dezembro de 2017

Feijoada / Confraternização de Doadores e Aniversário de 9 Anos do Clube SangueBom
Feijoada / Confraternização de Doadores e Aniversário de 9 Anos do Clube SangueBom
Confraternização de Doadores e 9 Anos do Clube SangueBom
Confraternização de Doadores e 9 Anos do Clube SangueBom

Pet terapia

Escrita por: Raquel Francese
22/03/2007 09:42

95% dos pacientes assistidos por animais apresentam melhoras

Quem tem um animal de estimação sabe o quanto é bom chegar em casa e ser sempre bem recebido, e sabe que uma lambida ou um olhar carinhoso muda completamente seu humor. E como comprovam diversas pesquisas, quem é feliz, vive mais. No Brasil, alguns projetos já utilizam cães na ajuda da recuperação de idosos e crianças convalescentes. O resultado é surpreendente.



Um destes projetos é o Cão Idoso, iniciativa da Organização Brasileira de Interação Homem-Animal Cão Coração (OBIHACC), que leva cachorros de diversas raças a asilos e abrigos. A idéia é que, junto com o acompanhamento médico, o cão sirva como facilitador para que os idosos façam exercícios e/ou saiam do estado de depressão. “Se um fisioterapeuta pede para você levantar o braço é uma obrigação, ao passo que levantar o braço para brincar com um bichinho é um prazer. A recuperação motora dos pacientes é impressionante???, explica a Dra. Silvana Prado, psicóloga e voluntária do projeto.



Ela também perdeu a conta de quantas pessoas que mal falavam ou saíam do quarto passaram a se relacionar melhor e sorrir mais. “A sensação de abandono por estar em um asilo desaparece, e eles passam a esperar pela próxima visita canina", conta.



Na primeira visita, o animal é apenas apresentado ao paciente. “Nós não forçamos os idosos a interagir com os animais???, explica a Dra. Silvana. Com o tempo, 95% dos tratados apresentam melhoras. Os 5% restantes são os que realmente detestam ou têm medo dos bichos???, completa.



Um estudo feito recentemente na Austrália pela PhD Wendy J. Moody e publicado no Journal of Clinical Nursing mostrou que visitas planejadas de animais a crianças hospitalizadas aceleram o processo de recuperação e diminuem drasticamente o stress causado pela internação.



A melhora no quadro geral dos pacientes pode ser explicada com outros estudos relacionados ao assunto, como o publicado pela PhD Karen Allen, médica e pesquisadora na Universidade de Buffalo, em 1999. Karen mostrou que corretores da bolsa de valores que possuiam cães ou gatos em casa eram menos estressados e tinham a pressão significativamente mais baixa do que aqules que não possuíam animais de estimação.



Outros benefícios comprovadamente trazidos pelo convívio com animais são diminuição da freqüência cardíaca, melhora em quadros depressivos, fortalecimento do sistema imunológico, aumento na capacidade motora e estímulo da interação social através do desenvolvimento de autoconfiança e auto-estima.



Apesar de tantos beneméritos, a Dra. Sílvia Prado adverte: a visita do animal não substitui o tratamento convencional. O cão é um facilitador. “Em sua presença, as pessoas ficam mais desinibidas e motivadas. Em sessões de psicologia infantil, por exemplo, pedimos para a criança falar com o animal. O resultado é completamente diferente do que seria se ela conversasse com um médico???, entusiasma-se.



Os pets que participam do programa são oferecidos voluntariamente pelos seus donos, que também acompanham a visita, e passam por uma avaliação física e psicológica. Qualquer raça é candidata, pois o importante é o temperamento, dócil e paciente. Os animais são submetidos também a exames periódicos para checar sua saúde.



O programa da OBIHACC é dividido em duas partes: A Terapia Assistida por Animais (TAA), voltada para o tratamento cognitivo, e a Atividade Assistida por Animais (AAA), específica para melhorias motoras. Sistema semelhante é usado pelos projetos Cão Terapeuta e Cão Cidadão. A Dra. Sílvia, do projeto Cão Idoso, explica o sucesso da iniciativa. “Bichos de estimação desenvolvem um senso de responsabilidade pelo próximo, além de oferecerem amor incondicional. Isso muda a maneira de uma pessoa ver o mundo e a si mesma, e desta mudança vem a melhora???, conclui.

Pompeia: Rua Tavares Bastos, 425 - (11) 3674-4444 - De 2ª a 6ª das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 16h.