São Paulo, 17 de Dezembro de 2017

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Transtornos afetivos atingem mais de 25% da população

Escrita por: Ingrid Costa
02/04/2007 14:51

Diagnóstico tardio reduz possibilidades de recuperação

De acordo com a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), os transtornos afetivos (depressão, distimia e transtorno bipolar) atingem atualmente cerca de 340 milhões de pessoas em todo o mundo. As principais características desses distúrbios são a alteração de humor, de ânimo, do jeito de sentir, pensar e se comportar.

O psiquiatra-chefe do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (GRUDA), Frederico Navas Demetrio, afirma que estes transtornos acontecem na forma de crises únicas ou cíclicas, oscilando ao longo da vida. “Por existir esta oscilação, e por serem mais difíceis de diagnosticar, muitas vezes a pessoa não vai procurar ajuda, e o problema vai se agravando???, diz o especialista.

Estatísticas mostram que cerca de 25% das mulheres e 12% ds homens terão pelo menos um episódio de depressão na vida. Diferente da tristeza comum, a doença pode persistir por anos. “O diagnóstico depressivo é o mais facilmente identificável, pois a pessoa passa por alterações físicas e de humor muito claras???, explica Frederico Navas. “Já a distimia, um tipo de depressão leve, é mais difícil de identificar, pois sua intensidade é mais suave e sua duração, mais contínua. Isso faz com que, muitas vezes, os sintomas sejam confundidos com a personalidade da pessoa???, relata.

O transtorno bipolar é menos comum, atingindo cerca de 10% da população mundial. “Esta estatística assusta as pessoas, justamente porque já está no inconsciente coletivo a idéia de que doença mental é coisa de gente louca, internada no hospício???, diz Frederico.

Antes chamado de psicose maníaco-depressiva, o transtorno alterna momentos de euforia, felicidade exagerada e sensação de invencibilidade com momentos de depressão profunda. O distúrbio tem origem genética, mas só apresenta sintomas após algum evento traumático engatilhar a doença.

Antonio Hryniewicz, 62 anos, é frequentador da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) e paciente do GRUDA há quatro anos. Descobriu que era bipolar aos 25 anos de idade. “Geralmente, o primeiro episódio ocorre quando você sofre algum trauma, ou algo muito intenso acontece na sua vida???, conta Antonio.

O diagnóstico é feito através da avaliação comportamental, pelo médico. No caso de Antonio, o fator “intenso??? foi a Copa do Mundo de 1970. “Nesta época comecei a ficar muito expansivo, a ter uma vida noturna muito agitada???, relata.

Tanto a mania quanto a depressão são extremamente prejudiciais à vida social do doente. “Minha agitação era tanta que eu dormia cerca de uma hora por noite. Foi então que a minha família percebeu que havia algo estranho acontecendo comigo e eu fui internado em uma clínica???, conta Antonio, que reforça a importância do apoio familiar e dos amigos no tratamento. “O mais importante é descobrir que você tem o problema e aceitá-lo. A doença mental não tem cura, mas pode ser controlada com medicamentos???, completa.

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