São Paulo, 17 de Dezembro de 2017

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Doação de órgãos cai pelo segundo ano no Brasil

Escrita por: Maurício Godoi
11/05/2007 14:13

??ndice registrado foi de apenas 6 doações por milhão de pessoas

A Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) divulgou balanço sobre as doações de órgãos ocorridas no Brasil em 2006. O documento registra uma preocupante queda no número de doações, pelo segundo ano consecutivo. Em 2006, a cada um milhão de pessoas, apenas seis se tornaram doadores. Em 2005, esse índice foi de 6,3 doadores por milhão, abaixo de 2004, quando era de 7,2 doadores.

Entre os motivos que levaram à queda das doações está o baixo índice de identificação dos corpos, que é de apenas 50% dos pacientes com morte encefálica. Identificar o paciente é o ponto de partida do processo de doação, pois nenhum transplante pode ser feito sem o aval da família do falecido.

De acordo com a lista de espera do site do Ministério da Saúde, existiam em março deste ano mais de 66 mil pessoas na espera por algum órgão. Os pacientes que estão listados esperam por coração, córnea, fígado, pâncreas, pulmão, rim e rim/pâncreas.

Especialistas da área apontam ainda outras razões que impedem o aumento das doações, como a falta de condições para providenciar a documentação da morte encefálica e os exames necessários, fatores culturais e até religiosos.

Sistema Nacional

Em 1997 o governo federal criou o SNT (Sistema Nacional de Transplantes), o objetivo era o de aumentar a quantidade de doações de órgãos no país. A boa notícia é que realmente isso aconteceu. Naquele ano o índice de doações era de apenas 2,7 por milhão. A queda iniciou-se em 2005.

No ranking de doações, o estado de São Paulo tem o terceiro melhor índice, atrás apenas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, ambos com 12 doadores por milhão de habitantes. Na outra ponta da tabela estão Piauí, Sergipe e o Maranhão, este último contou com apenas 0,2 doadores por milhão.

Em sua página na internet, o Ministério da Saúde informa que existem atualmente 548 estabelecimentos de saúde com 1354 equipes médicas autorizadas pelo SNT a realizar transplantes.

Para se tornar doador, a pessoa deve conversar com a família e deixar claro o desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. O site do Ministério explica que “a doação de órgãos é um ato pelo qual você manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação da morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo, em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas.??? E complementa. “Em alguns casos, a doação em vida também pode ser realizada, em caso de parentesco até 4º grau ou com autorização judicial.

Para saber mais sobre doações de órgãos e tecidos, acesse a página do Ministério da Saúde
clicando aqui.

Leia mais em Doação de órgãos cresce 15% em São Paulo

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