São Paulo, 26 de Agosto de 2019

Feijoada / Confraternização de Doadores e Aniversário de 9 Anos do Clube SangueBom
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Quebrou, luxou ou torceu?

Escrita por: Maurício Godoi
05/06/2007 14:47

Saiba o que fazer em casos de fraturas e rompimentos

Entre os traumas mais comuns nos acidentes cotidianos estão as fraturas e rompimentos. O local atingido por uma pancada - e a sua intensidade - determinam a ocorrência de entorses, luxações, contusões ou mesmo rompimento parcial ou total de algum osso.

Uma pessoa adulta normal possui normalmente 206 ossos. Esse número difere de acordo com a idade da pessoa: um recém-nascido possui aproximadamente 300 deles, contra 220 de crianças e adolescentes. Com o passar do tempo, estes ossos "sobressalentes" se fundem, até chegar a quantidade padrão em adultos. Sua função é sustentar e locomover o corpo, dar forma, além de proteger os órgãos vitais como cérebro, pulmões e coração.

Mas os ossos não são os únicos componentes do corpo humano que podem se romper - é preciso tomar cuidado também com músculos, tendões, cartilagens e ligamentos, que podem sofrer fraturas, luxações, entorses e contusões.

Fraturas

As fraturas se caracterizam pelo rompimento parcial ou total do osso. Dividem-em fechada, quando a pele permanece intacta, com o osso quebrado em seu interior, e exposta, quando o osso rompe a pele - modalidade mais grave, pois o organismo fica exposto aos agentes contaminantes do ambiente. Por essa razão, exige mais cuidados.

Saiba o que fazer para ajudar uma vítima deste tipo de acidente:

Fratura fechada - os sinais indicativos de que a pessoa sofreu este trauma são dor ou grande sensibilidade em um osso ou articulação. Dependendo do local atingido, a vítima não consegue movimentar a parte machucada. Ela também pode sentir a região "formigando" ou" adormecida". Visualmente, é possível notar inchaço e a pele arroxeada, acompanhados de deformação do membro afetado.

-Não movimente a vítima até imobilizar o local afetado com uma tala;

-Não forneça alimento nem água à vítima;

-Verifique se a fratura não interrompeu a circulação sangüínea;

-Solicite atendimento médico especializado;

-Enquanto o atendimento não chega, mantenha a pessoa calma e aquecida;

-Mantenha o local afetado em nível mais elevado do que o resto do corpo;

-Aplique se possível compressas de gelo para diminuir o inchaço a dor e o aumento do hematoma.


Para fazer uma tala, adote o seguinte procedimentos: amarre com cuidado o membro machucado a uma base feita de madeira, cabo de vassoura, revistas dobradas ou outra, desde que plana e firme. A amarração pode ser feita com tiras de pano, ataduras ou cintos.

Fratura exposta - é facilmente identificável, já que o osso rompe a pele e se projeta para fora dela. Por se tratar de um trauma mais grave, a ação indicada nesses casos é cobrir o local com pano limpo ou gaze e chamar socorro imediato.

Outros traumas

Um outro tipo de trauma é a entorse, uma torção que causa a lesão dos ligamentos, estruturas sustentadoras das articulações. Nesses casos deve-se tomar as mesmas medidas indicadas para a fratura fechada. O mesmo deve ser feito em caso de luxações, os deslocamentos de um ou mais ossos de sua posição normal nas articulações.

Por fim, as contusões são causados por pancadas ou quedas e não provocam ferimento externo. Se o lesão for nos braços, punhos ou clavículas, improvise uma tala e uma tipóia (pode ser feita com um pedaço grande de tecido, com as pontas presas ao redor do pescoço para dar apoio e sustentação. Se for nas pernas, apenas uma tala basta. Em ambos os casos, tome cuidado para não apertar muito e prender a circulação sangüínea.

Pompeia: Rua Tavares Bastos, 425 - (11) 3674-4444 - De 2ª a 6ª das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 16h.