São Paulo, 26 de Junho de 2017

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Da desconfiança à esperança

Escrita por: Maurício Godoi
06/06/2007 14:30

Tratamento de câncer de mama anima pesquisadores

Os pacientes que sofrem de câncer de mama têm uma nova esperança: somente em 2007, dois estudos diferentes relacionaram o aumento do índice de cura da doença à eficácia de um medicamento chamado Herceptin, administrado em conjunto a quimioterapia após a cirurgia para a retirada do tumor. O resultado foi a redução das mortes de mulheres em até 34%.

Um dos estudos - realizado pelo Royal Marsden Hospital e divulgado em janeiro - identificou um efeito colateral que ainda precupa os pesquisadores: o aumento das chances de ataque cardíaco. Em uma amostra de 1703 mulheres que receberam o medicamento, foram constatados 12 casos de hipertensão após dois anos de acompanhamento. Além disso, foram observadas outras ocorrências relacionadas, como parada cardíaca, depressão e febre. No grupo de controle, com 1698 pacientes que não receberam o medicamento, foram constatados apenas 5 casos semelhantes.

Contudo, cientistas britânicos da Universidade de Sheffield - encarregados de analisar a pesquisa - acreditam que os benefícios são mais animadores do que os efeitos colaterais. Para eles, os danos cardíacos são insignificantes em comparação ao risco de evolução do câncer. Além disso, as ocorrência registradas podem ser evitadas com tratamentos paralelos.

O otimismo dos autores do primeiro estudo é reforçado pelos resultados obtidos de um segundo, que foi divulgado nessa semana. O grupo SOLTI, especializado na doença, e a farmacêutica Roche conduziram a pesquisa em um grupo de 228 pacientes com o tipo de câncer agressivo conhecido como HER-2.

Esse estudo realizou o mesmo procedimento do outro, por um ano. O resultado foi a erradicação completa da doença em diversos casos, inclusive naqueles em que o câncer havia se espalhado para outras partes do corpo.

Os cientistas acreditam que o resultado pode, futuramente, evitar a mastectomia, ou seja, a retirada de toda a mama atingida. Em ambos os casos, contudo, ainda é necessário prosseguir os estudos para saber qual será o resultado a longo prazo.

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