São Paulo, 25 de Janeiro de 2020

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A dieta do sangue

Escrita por: Ingrid Costa
03/08/2007 15:54

Livro propõe dieta diferenciada para cada tipo sangüíneo

A idéia de que o sangue pode dizer tudo a respeito de uma pessoa - inclusive detalhes de temperamento, personalidade, humor e estilo - está sendo defendida por diversos médicos naturopatas pelo mundo. Uma das vertentes deste pensamento é a dieta do sangue, que classifica os alimentos de três formas - altamente benéficos, neutros e nocivos - de acordo com cada tipo sangüíneo.

De acordo com esta teoria, o segredo da boa saúde já viria "de fábrica", bastando obedecer a regras básicas de compatibilidade alimentar. Um exemplo é a carne vermelha, que seria extremamente nociva para o sangue do tipo A e, ao mesmo tempo, um santo remédio para quem tem sangue tipo O.

Um dos principais defensores da dieta do sangue é o americano Peter D'Adamo, médico naturopata e autor do livro "A Dieta do Tipo Sangüíneo", publicado no Brasil pela editora Campus. Segundo o autor, a relação sangue e alimentação determinará, inclusive, o desenvolvimento de doenças como câncer, esclerose, esquizofrenia e até o enfarte. De acordo com a teoria de Peter, cada sangue também define quais as comidas que podem causar emagrecimento ou aumento de peso.

Para o médico, cada tipo sangüíneo reage à sua própria maneira aos alimentos, aproveitando uns e absorvendo mal os outros. Assim, quem é tipo A, por exemplo, não tolera bem a carne e deveria seguir um cardápio vegetariano. O extremo oposto são as pessoas que possuem tipo O, carnívoras por natureza. Este teria sido o primeiro tipo de sangue humano, o que corria nas veias de nossos ancestrais, cuja base da alimentação era a carne.

Medicina alternativa

Por mais convincente esta teoria pareça, a idéia de cortar para sempre do cardápio certos tipos de alimentos gera controvérsia em especialistas da medicina tradicional. "Na medicina convencional, isso não faz sentido", diz a hematologista do Hospital São Camilo Pompéia, Mary Pedroso.

A médica afirma que a teoria se encaixa na medicina alternativa, e que não há nenhum estudo científico comprovando a eficácia deste tipo de prática alimentar. "Se a pessoa parar de ingerir certos tipos de alimentos, ela pode desenvolver doenças por falta de nutrientes", explica Mary.

"O homem precisa da carne bovina, pelo menos uma certa quantidade, para suprir a vitamina B12 no sangue, pois esta substância não existe em outros alimentos, e é muito importante para a formação do sangue", completa a hematologista, que ainda alerta os doadores de sangue. "Se a pessoa tiver uma alimentação deficiente, o nível de hemoglobina cai, e ela vai ter mais dificuldade de recuperar o sangue que foi doado, podendo desenvolver uma anemia".

A exemplo de outras dietas como a do Dr. Atkins, a South Beach e a Mediterrânea, o que prevalece ainda é o bom senso. A atitude mais correta (e segura) é procurar um especialista, que indicará a dieta mais adequada ao seu organismo.

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