São Paulo, 28 de Maio de 2018

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Baixa umidade prejudica respiração

Escrita por: Maurício Godoi
12/09/2007 11:37

Poluição do ar e clima seco prejudicam qualidade do ar

É sempre assim, baixou a umidade do ar, prontos-socorros recebem uma demanda extra de pacientes. O motivo é o mesmo, a piora das condições climáticas causa dificuldades para respirar. Essa é uma cena que tem se tornado rotineira, principalmente na última semana na Grande São Paulo, que reúne a capital e mais 42 municípios no seu entorno.

As doenças que mais se manifestam nessa época são principalmente a asma e a bonquite. Os grupos mais afetados são crianças e idosos em razão da vulnerabilidade de seus sistemas imunológicos. Alguns casos as crises são tão fortes que podem levar à morte. Outras doenças podem de manifestar em decorrência dessa poluição, entre elas a arteriosclerose, doenças cardiovasculares e enfisemas.

A combinação baixa umidade do ar mais poluição atmosférica resulta no conhecido efeito estufa. Esse fenômeno climático 'segura' o calor próximo à superfície e impede que a massa fria, e consequentemente, chuva e mais umidade do ar que aliviam os pulmões paulistanos. Para se ter uma idéia de como está a umidade do ar, no último sábado houve registros de índices encontrados somente em desertos, chegou a 20% na região do Campo Limpo.

Cooperação internacional

Relacionar a poluição do ar a mortes prematuras não é novidade. São diversos estudos que visam conhecer os efeitos da concentração dos poluentes sobre a saúde das pessoas. A Faculdade de Medicina da USP já realiza esse trabalho e entre seus projetos está um trabalho em cooperação com outros países da América Latina.

Chamado de Estudo de Saúde e Contaminação do Ar na América Latina, é desenvolvido há um ano e meio em parceria com diversos institutos científicos do Chile, México e do Brasil. O objetivo é analisar mais profundamente qual é o papel da poluição atmosférica no que se refere a mortes prematuras, ou seja, aquela que aconteceu antes do tempo e que poderia ser evitada.

A pesquisa está sendo conduzida em três cidades em cada um dos países envolvidos na pesquisa. No Brasil, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. No Chile, Santiago, Temuco e Rancagua. No México, Cidade do México, Monterrey e Toluca.

Metas

Em 2006 a Organização Mundial da Saúde estabeleceu as chamadas Diretrizes de Qualidade do Ar. Nessa orientação aos países a organização estipula que o índice máximo de concentração de material particulado na atmosfera para não causar danos à saúde deve ser de 20 microgramas/m3.

O problema a ser enfrentado é grande. Existem regiões, principalemente em países em desenvolvimento em que esse índice é de 50 microgramas/m3. Segundo o professor Dr. Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP, que faz parte do grupo de estudo, em São Paulo esse número já atingiu 90 microgramas/m3 na década de 70. Ele estima que agora esse número seja de 30 microgramas/m3, ainda acima do indicado pela OMS que credita 750 mil mortes prematuras à poluição atmosférica nos locais que excedem o recomendado.

Pompeia: Rua Tavares Bastos, 425 - (11) 3674-4444 - De 2ª a 6ª das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 16h.