São Paulo, 17 de Junho de 2019

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Paulistanos fumam cada vez mais

Escrita por: Regiane Sanchez
15/02/2008 12:09

Pesquisa revela que 60% dos entrevistados consomem mais de dois maços por dia

Que o cigarro faz mal à saúde todos sabem. As dificuldades para largar o vicio e as doenças acarretadas por ele, são problemas ainda mais sérios. E para quem não fuma ter de conviver com quem fuma e respirar a fumaça dos cigarros é algo muito desconfortante.

Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde realizado com 582 pessoas, mostra que mais da metade dos fumantes na cidade de São Paulo, fuma o equivalente a dois maços inteiros ou mais. Esse dado foi constatado em ações de orientação e prevenção promovidas por intermédio do Cratod (Centro de Referência em ??lcool, Tabaco e Outras Drogas), na região central da cidade em 2007.

A pesquisa separou as pessoas que participaram da pesquisa em três categorias. Destas, 60,3% da amostragem foi enquadrada no grupo de fumantes pesados, aqueles quem consomem dois maços ou mais por dia.

Quem fuma até um maço representou 22,5% e 14,2%, que consomem menos de um maço por dia, foram considerados fumantes leves, pela avaliação da Secretaria. Os demais 3% de fumantes não conseguiram ou desistiram de realizar o teste.

Para a diretora do Cratod, Luizemir Lago, não existem níveis seguros para o consumo de cigarros ou de qualquer derivado do tabaco. Ela explica que dois ou mais maços por dia proporciona mais riscos de enfarto, derrame, enfisema pulmonar e câncer.

Os resultados foram obtidos por meio de uma espécie de bafômetro do cigarro. Esse aparelho mede a concentração do monóxido de carbono no organismo da pessoa. O índice apresentado no visor do equipamento é comparado às escalas numéricas de um gabarito, assim, é possível identificar o grupo ao qual o fumante pertence.

O estudo também mostra que entre os 45 e 49 anos formam 16,91% dos interessados em parar de fumar. Essa taxa cai para 7,91 entre os jovens de 20 a 24 anos. Para a diretora esse resultado demonstra que o interesse em parar de fumar começa quando os efeitos do tabaco no organismo são sentidos. Quem tem mais de 45 anos tem maior evidência de problemas respiratórios e cardíacos, além de afetar tarefas corriqueiras do dia-a-dia.

Fumaça prejudicial

Combater o fumo é uma ação que o governo federal tem desenvolvido há muitos anos, inclusive há regulamentação sobre o hábito de fumar. A Lei Federal 9.294/96 estabelece, dentre outras medidas, a proibição do uso de cigarros e de outros produtos derivados do tabaco em recinto coletivo, privado ou público. Além disso, prevê normas para a propaganda comercial dos produtos do tabaco.

Mesmo assim, é muito comum ter que conviver em ambientes com fumaça. Esta fumaça, aspirada pelo não-fumante, apresenta níveis de monóxido de carbono até oito vezes maiores que o inalado por quem possui esse vício. Além disso, há ainda o triplo de nicotina e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas. Com essa inalação forçada, os não-fumantes apresentam um risco 23% maior de desenvolver doença cardiovascular e 30% mais chances de desenvolver câncer de pulmão.

O problema se torna maior quando crianças expostas à fumaça do cigarro. Elas podem desenvolver doenças cardiovasculares, infecções respiratórias e asma brônquica precocemente.

Estatísticas apontam ainda que mulheres grávidas que fumam durante a gestação tem 70% de chance de sofrer um aborto espontâneo. Se a criança nascer, existe grande possibilidade de estar abaixo do peso e de até 30% de chance de morrerem no parto.

Uma notícia boa no entanto é que o número de fumantes vem caindo, para saber mais sobre este assunto, leia a matéria Brasil tem menos fumantes.

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