São Paulo, 24 de Novembro de 2017

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Juventude Livre do Tabaco

Escrita por: Regiane Sanchez
29/05/2008 10:19

Este é o tema da campanha deste ano do Dia Mundial Sem Tabaco

O dia 31 de maio é o Dia Mundial sem Tabaco. A data foi instituída em 1988, pela Assembléia Mundial de Saúde. Todos os anos a Organização Mundial de Saúde (OMS) define um tema de acordo com as diretrizes pautadas pela Política Mundial de Controle do Tabaco. Em 2008 o tema da Campanha é: “Juventude Livre do Tabaco”.

Hoje o fumo constitui um dos maiores fatores de risco de morte evitável no mundo e gera várias enfermidades e impactos econômicos para os fumantes, para os não-fumantes, e até mesmo para as empresas fabricantes. Isso tudo em decorrência do uso direto ou indireto do cigarro.

Apenas nos últimos 20 anos o combate ao fumo - e a seus malefícios - ganhou fôlego. Além da abordagem preventiva, novas técnicas terapêuticas e farmacoterápicas efetivas foram desenvolvidas, tornando o tratamento desta dependência bastante promissor.

O tabaco é uma planta de onde é extraída a substância chamada nicotina, utilizada na fabricação do cigarro. Dados da OMS estimam que 16% da população brasileira é
fumante. A maioria iniciou o hábito antes de 18 anos. Quanto mais cedo a pessoa experimentar o fumo, mais propenso estará a se tornar usuário regular do cigarro, e proporcionalmente inversa à idade, são as chances de parar de fumar.

Entenda um pouco mais sobre a ação do cigarro no organismo e o que está sendo feito para evitar este mal:

Dependência

A dependência do tabaco acontece devido a ação da nicotina que é liberada na queima do cigarro. Esta substância é capaz de estimular, deprimir ou perturbar o sistema nervoso central e todo o organismo do fumante, dependendo da dose e da freqüência com que é utilizada.

Estima-se que 60% daqueles que venham a fumar por mais de seis semanas irão continuar fumando por mais 30 anos, e que 30% a 50% das pessoas que começam a fumar criam dependência decorrente do uso problemático.

O oncologista Flávio José Reis, explica que o tabagista necessita de uma orientação efetiva para conseguir parar de fumar. O grau de dificuldade do tratamento tratar é alto, pois o abandono do vício depende muito da força de vontade. Esse vício é tão forte quanto a dependência do álcool e de drogas ilícitas e não pode ser tratado como uma simples opção ou modismo. O famoso jargão 'basta querer' dificilmente funciona.

Tratamentos

O tratamento pode ser definido a partir do consumo de cigarros e dos problemas associados a ele. Os métodos de tratamentos de primeira linha são a terapia de reposição de nicotina e a terapia comportamental.

Em ambos os tratamentos, a abstinência é a meta mais importante - e a mais difícil - de ser mantida. A maioria dos fumantes em tratamento recai em poucos dias. Alguns podem ser feitos com adesivos, gomas de mascar e remédios. Contudo, o ideal é procurar ajuda de um médico especializado para definir qual é o melhor método.

Uma dica para quem está tentando deixar o uso do tabaco é evitar situações. Locais e lembranças que levam ao acendimento do cigarro trazem a vontade ao fumante.

Conseqüências do fumo

O fumo causa diversos males à saúde. Alguns desses são: infarto, diversos tipos de cânceres, hipertensão, depressão, cardiopatias e doenças respiratórias instaurada, perda da elasticidade da pele e envelhecimento precoce.

Nas mulheres, durante a gravidez, aumenta as chances de descolamento da placenta, aborto espontâneo, baixo peso do recém-nascido, prematuridade e risco de morte do feto durante o parto ou após o nascimento. Em homens está associado impotência sexual, à redução na qualidade do sêmen e espermatozóides.

Boas notícias

Nesta semana, o Ministério da Saúde apresentou um estudo que revela a queda do consumo de cigarro em 32% entre os anos de 1989 e 2004no Brasil. O país tem conseguido reduzir os casos de tabagismo e tenta fugir das tendências globais de crescimento do consumo de cigarro registradas em países em desenvolvimento.

A prevalência de fumantes entre os brasileiros com mais de 15 anos de idade também diminuiu no período, passando de 32% para 17%. O percentual brasileiro de fumantes está mais próximo do registrado em países como Estados Unidos (20,8%) e Canadá (20%) do que o verificado em nações como México (34,8%) e Argentina (40,4%).

Tratado Internacional contra o Tabaco

A OMS aprovou por unanimidade um tratado contra o fumo. O objetivo é o de reduzir o número de óbitos no mundo, que hoje está estimado em 5 milhões todos os anos, relacionadas ao fumo.

Ao todo, foram 192 países que assumiram o compromisso de limitar a propaganda e a venda de cigarros. O tratado entra em vigor após ser ratificado pelos Legislativos de pelo menos 40 signatários e, entre uma das medidas, prevê que pelo menos um terço do espaço dos maços de cigarros seja coberto com alertas sobre os seus malefícios à saúde e fotos chocantes de órgãos danificados pelo fumo.

No Brasil, desde 2000, por meio da lei 10.167, a propaganda é proibida na TV, em rádios, jornais, revistas, outdoors, banners, pôsters, mas é permitida nos pontos de venda.

Pompeia: Rua Tavares Bastos, 425 - (11) 3674-4444 - De 2ª a 6ª das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 16h.