São Paulo, 25 de Maio de 2017

Feijoada / Confraternização de Doadores e Aniversário de 9 Anos do Clube SangueBom
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LERs: doença da tecnologia?

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
14/05/2010 17:23

Entenda melhor esse problema.

Nos anos 1960 a HB, Hanna-Barbera, produziu uma série animada de televisão chamada The Jetsons (Os Jetsons, no Brasil). Exibida no país pela extinta TV Excelsior e pelo SBT, as crianças de 30 ou 40 anos atrás por meio desse desenho talvez tenham construído em seu imaginário como seria seu futuro: um universo de carros voadores, cidades suspensas, robôs que fariam o trabalho doméstico (alguém se lembra da amável “robô-doméstica” Rosie?) e refeições inteiras prontas em segundos a partir de pílulas. Até o trabalho se limitaria ao apertar de botões.

Em um dos episódios de Os Jetsons, Jane, esposa do Sr. George Jetson, ficou muito doente: estava com os dedos doloridos de tanto apertar botões em seu dia a dia high tech.

As crianças que se divertiam com o desenho da HB hoje são adultas e os carros ainda não flutuam. E você certamente também não tem um robô caminhando pela sua casa enquanto espana os móveis. Mas infelizmente uma previsão dos desenhos criados nos anos 60 já faz parte da vida de muita gente: é a LER; Lesão por Esforços Repetitivos – o problema que talvez tenha afetado a Srta. Jetson..

No trabalho, esporte ou
até no lazer, ela pode atacar em
vários lugares e situações.


Digitar textos, acionar máquinas de calcular, apertar botões e escrever (à mão mesmo) são as ações mais comumente associadas ao surgimento da LER, mas não são só essas atividades que podem ocasionar o problema. Qualquer esforço repetitivo, feito sem se observar os devidos cuidados, pode levar ao problema – como manipular objetos continuamente (em linhas de montagem, por exemplo), jogar videogame e até a prática de esportes. Até dentistas estão sujeitos ao problema – pelo delicado mas exigente esforço de manipular os apetrechos de uso comum na profissão.

A LER não é uma doença nova. Na Idade Média, por exemplo, os ilustradores de iluminuras e copistas de manuscritos estavam sujeitos às manifestações das lesões em razão de horas e horas diárias de trabalho. Foi a partir das últimas décadas, porém, que a LER se tornou mais comum.

Na verdade a LER não é “uma doença”, mas nome atribuído a uma série de enfermidades decorrentes de esforços repetitivos, como tendinites, bursites e mialgias, entre várias outras.

A LER é caracterizada por dor, comumente nos membros superiores, e sua evolução possui vários estágios. No início, há apenas dor e cansaço nos membros superiores durante o turno de trabalho (ou na situação em que o esforço repetitivo é realizado), havendo melhora em períodos de descanso. Com a evolução do quadro as dores são recorrentes, acompanhadas de sensação de cansaço persistente e incapacidade para o esforço ou trabalho repetitivo. Ainda mais evoluída, apresenta dor, fadiga e fraqueza persistentes, mesmo em repouso. Pode também produzir distúrbios no sono, gerando grande desconforto, com dor intensa e incapacidade funcional – reversível ou não.

Ergonomia e
postura: aliadas
da prevenção.


A ergonomia é uma grande aliada no tratamento e prevenção da LER. O uso de cadeiras, teclados, mouses e equipamentos ergonomicamente adequados auxiliam a evitar o problema. Fazer pausas ao longo de atividades repetitivas (no trabalho, no lazer, no esporte ou em qualquer situação em que é exigida a repetição de gestos ou ações) e alongamentos também podem contribuir na prevenção. Adotar posturas adequadas no trabalho – seja ele feito em pé, sentado ou dirigindo, por exemplo – também podem ajudar.

O sintoma mais perceptível da LER talvez seja a dor no local afetado. No início, as dores aparecem ao se desenvolver a atividade, mas em estágios mais avançados ela permanece mesmo sem a realização de qualquer esforço. Braços, antebraços, cotovelos, punhos, mãos, ombros e pescoço são as partes normalmente mais acometidas.

No caso desse tipo de desconforto, consulte um médico.

Ele poderá fazer o diagnóstico correto e indicar as providências para início do tratamento. Como grande parte das doenças, a descoberta do problema logo no início torna a solução mais simples e eficaz.

Como Rosie ainda não existe para nos ajudar, é necessário tomar cuidado. A LER pode ser evitada com a prevenção e é com atenção e acompanhamento que pode ser tratada, mas os casos avançados podem ser complicados e demandar medidas radicais, como afastamento do trabalho e até cirurgia.


Atenção: Este texto é meramente informativo e seu conteúdo é genérico. Este texto não substitui a opinião de um profissional de saúde. Não determine suas ações meramente com base nos dados aqui contidos. Consulte sempre seu médico e siga o tratamento prescrito. É o médico quem melhor tem condições de avaliar seu estado de saúde, indicar tratamentos e dar orientações em questões de saúde.

Pompeia: Rua Tavares Bastos, 425 - (11) 3674-4444 - De 2ª a 6ª das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 16h.