São Paulo, 17 de Dezembro de 2017

Feijoada / Confraternização de Doadores e Aniversário de 9 Anos do Clube SangueBom
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Cutícula, essa incompreendida.

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
24/09/2010 16:44

Tirar a cutícula é um erro. Deixe a pobrezinha lá.

As mãos ficam muito bonitas, com as unhas lisinhas e uma aparência de limpeza, cuidado e muito charme – como as mãos com “francesinhas” na foto que ilustra esta matéria. Mas não se engane: as unhas sem cutícula são bonitas aos olhos, mas um perigo para a saúde. E, apesar da aparência de limpeza, o que pode estar ocorrendo é justamente o contrário: a formação de um pequeno “criadouro” de microorganismos, como fungos dermatófitos, que gostam muito de umidade e se alimentam de queratina, uma proteína que faz parte da composição das unhas, cabelos e pele.

A cutícula é um tecido – bastante delicado – que une a pele do dedo à unha. Ela funciona como uma barreira natural contra esses microorganismos. O ato de removê-la pode também fazer com que vírus de doenças ainda mais sérias possam entrar no corpo.

O “bife” – ferimento que ocorre quando o alicate usado para extrair a cutícula acaba levando um pedaço da pele, gerando até sangramento – pode ser uma porta de entrada para os vírus das hepatites B e C e até da aids, por exemplo. Nessas situações, a contaminação pode ocorrer caso os instrumentos usados tenham tido contato com o sangue de pessoas contaminadas e não tenham sido corretamente esterilizados. O vírus da hepatite pode sobreviver em um instrumento contaminado por até uma semana.

Então, o que fazer?

As mulheres adoram unhas bem feitas. E – não tenha dúvidas – os homens mais atenciosos também se rendem aos encantos de belas mãos femininas com unhas bonitas. Elas são muito charmosas. Será que a saída é deixar de fazer as unhas e sacrificar todo esse fetiche?

Talvez não seja necessária uma solução tão radical. Pode-se adotar soluções que envolvam alguns cuidados extras e, ao mesmo tempo, não afetam tanto a estética.

No caso da extração da cutícula, por exemplo, se for indispensável removê-la faça-o retirando apenas superficialmente; só o estritamente necessário – sem removê-la por inteiro, portanto. Outra dica é não usar o alicate – use apenas a espátula para retirar o excesso da pele, empurrando suavemente o restante para dentro da unha, com cuidado para não causar ferimentos.

No caso dos instrumentos, certifique-se com a manicure que os mesmos estão perfeitamente esterilizados. Peça para ver onde é feita a esterilização; pergunte como ela foi feita e se foi realizada entre a cliente anterior e você. Não tenha receio e nem vergonha; é um direito seu – e é a sua saúde.

Mas como o instrumento deve ter sido esterilizado? “Passar um alquinho” não adianta. A melhor forma de esterilizar é por meio de aparelhos de autoclave, os mesmos utilizados para a esterilização de instrumentos cirúrgicos. Na autoclave, temperatura elevada e alta pressão são usados para matar os microorganismos. Porém nem todos os salões utilizam autoclave, embora o preço desse tipo de equipamento já não seja mais tão alto.

A esterilização “a seco” é outra forma bem eficaz. É feita em estufas elétricas de ar quente. Atinge altas temperaturas – mas o processo de esterilização, para ser eficaz, deve ser demorado e a temperatura realmente alta – isto é: 2 horas a 170ºC para matar o vírus da hepatite C, por exemplo.

Fuja dos dispositivos de “esterilização” por raios UV – ou seja, as câmaras de ultravioleta. Esse equipamento usa radiação não-ionizante para tentar matar microorganismos, mas sua eficácia é extremamente limitada e praticamente não tem efeito contra o vírus da aids (HIV), por exemplo.

Há um jeito melhor
de ter segurança com
esses instrumentos?


Se está com dúvida, conheça uma dica muito simples e eficaz: levar seus próprios instrumentos. Lixa, espátula, palitinhos, tudo. E pronto. É claro que, nesse caso, não adianta compartilhá-los com outras pessoas. E, em todo o caso, evite ao máximo usar o alicate nas cutículas, para evitar os riscos dos “bifes” – e para preservar essas incompreendidas pelezinhas.

Todas essas dicas valem também para os homens, que cada vez mais têm se tornado partidários das unhas feitas fora de casa.

Por fim, unhas inchadas, quebradiças, amareladas, doloridas, espessas, etc., ou descoladas na borda, indicam problemas. Pequenas verrugas no contorno delas também indicam infecção dermatológica. Procure um dermatologista para iniciar um tratamento – que pode ser relativamente simples se feito no início do problema.

No mais, cuidado. E tenha em mente que não há unhas mais lindas do que aquelas cuja dona cuida da saúde do corpo como um todo.

Essas dicas foram úteis para você? Escreva para nós dizendo o que achou.

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