São Paulo, 23 de Maio de 2019

Feijoada / Confraternização de Doadores e Aniversário de 9 Anos do Clube SangueBom
Feijoada / Confraternização de Doadores e Aniversário de 9 Anos do Clube SangueBom
Confraternização de Doadores e 9 Anos do Clube SangueBom
Confraternização de Doadores e 9 Anos do Clube SangueBom

Vai à praia? Proteja sua vida das correntes.

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
07/01/2011 16:17

Corrente de refluxo pode causar afogamentos. Entenda o risco.

Quando chega final de ano, férias ou feriados prolongados, lá estão eles: turistas e mais turistas aproveitando as belíssimas praias brasileiras, de norte a sul.

As praias são uma forma de lazer agradável e que faz muito bem para a saúde física e mental, pois promovem relaxamento, integração com a natureza e uma excelente sensação de bem-estar. Entretanto, muitas pessoas vão atrás desses aspectos benéficos sem conhecer alguns riscos da praia e do mar.

O cuidado com o sol, com as comidas e bebidas ingeridas no local e até com a segurança pública são por vezes indispensáveis. Mas muitos banhistas se esquecem de entender melhor as forças da natureza em relação ao mar onde vão entrar. E essas informações podem vale uma vida.

Por exemplo: você já ouviu falar de corrente de refluxo?

Pois este é um fenômeno natural relacionado às ondas, à força da gravidade e à maré e que pode representar um risco para quem vai à praia – não só para crianças e idosos, mas também para jovens e adultos, saibam eles nadar ou não.

O que é
corrente de refluxo?


De forma resumida, podemos entender por corrente de refluxo – também chamada corrente de retorno – a área em que a água do mar, trazida pelas ondas, retorna ao mar novamente; daí o nome corrente de “refluxo” ou corrente de “retorno”.

Ou seja: a água trazida para a região de areia sempre vai buscar seu retorno para o mar, pois é impelida pela força da gravidade. Como o movimento das ondas não para, a água acaba encontrando um local onde esse retorno enfrenta menor resistência, criando assim uma área na praia em que uma grande quantidade de água volta para o oceano: está criada a corrente de refluxo.

Elas são muito perigosas porque, quando se formam, muitas vezes a corrente acaba por anular a rebentação das ondas no local – com isso a região onde a corrente está fluindo parece ser de água mais calma, atraindo inclusive os banhistas desavisados, que acham que naquele local estarão seguros (quando ocorre justamente o contrário, ou seja: há muito risco). E são perigosas, principalmente, porque são muito rápidas, podendo a corrente atingir uma velocidade superior a 3 metros por segundo, que pode carregar para várias dezenas de metros para dentro do mar até mesmo um experiente nadador. Um grande perigo.

É como se, dentro do mar, houvesse um verdadeiro “rio” correndo da areia para o mar alto.

Como identificar uma
corrente de refluxo.


Entre outros sinais, destaca-se que, normalmente, a água da região onde há uma corrente de refluxo é mais escura em relação à água das áreas ao redor – porque é uma região mais profunda e a areia do fundo fica agitada. Nesse local não há ondas quebrando, ou há, mas em pequena quantidade. Também pode ser possível notar que a seu redor há partes mais rasas, os bancos de areia: a corrente, que ocorre em um local mais profundo, fica entre eles.

Se for “pego” por uma corrente de refluxo, mantenha a calma, tente gritar por socorro e não tente nadar contra a corrente, pois você se cansará e provavelmente não conseguirá retornar à areia sozinho. Nesse caso, nade diagonalmente à corrente ou, se julgar não ter força para enfrentar a corrente mesmo assim, tente nadar em paralelo à praia e, ao sentir que saiu da área de refluxo, aí nade perpendicularmente em direção à areia.

Mas cuidado com todas essas indicações: dias de vento, a maré ou o mar agitado podem esconder o local da corrente de refluxo, e/ou os sinais para encontrá-la podem não ser vistos. Em alguns casos as correntes também podem aparecer de repente e até mudar de lugar, estando em um local e depois indo para outro. E, se pego por uma, você pode não ter forças suficientes para nadar de volta, mesmo seguindo as dicas.

Não arrisque.

Então, jamais arrisque: consulte sempre o bombeiro ou guarda-vidas responsável pela praia (evite banhar-se onde não há esses profissionais). Respeite também as placas de sinalização de perigo e, se estiver só, se tiver ingerido bebida alcoólica e/ou se não conhece o local, não entre na água.

Além disso, olho vivo nos jovens (normalmente mais ousados), nas crianças e nas demais pessoas que acompanham o passeio. Também explique a eles a ameaça: quanto mais gente souber do risco e como evitá-lo, menor a chance de afogamentos. E, se notar alguém se afogando, peça imediatamente ajuda.

As correntes de refluxo são traiçoeiras e realmente muito perigosas.

Saiba mais sobre corrente de refluxo e outros riscos na praia no site da Polícia Militar do Estado de São Paulo clicando aqui.

Atenção: Este texto é meramente informativo e seu conteúdo é genérico. Não determine suas ações meramente com base nos dados aqui contidos. Consulte sempre um especialista (bombeiro, guarda-vidas) e siga suas recomendações. No mar, todo cuidado é pouco.

Pompeia: Rua Tavares Bastos, 425 - (11) 3674-4444 - De 2ª a 6ª das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 16h.