São Paulo, 17 de Agosto de 2018

Feijoada / Confraternização de Doadores e Aniversário de 9 Anos do Clube SangueBom
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Enfarto – cuidados e prevenção.

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
26/01/2011 13:38

As vítimas têm que receber socorro rapidamente.

“De tanto levar
Frechada do teu olhar
Meu peito até
Parece sabe o quê?

Táuba de tiro ao Álvaro
Não tem mais onde furar..

Teu olhar mata mais
Que bala de carabina
Que veneno estricnina
Que peixeira de baiano..
Teu olhar mata mais
Que atropelamento
De automóvel
Mata mais
Que bala de revólver...”


Quem gosta de um bom samba certamente reconhece na letra acima a música Tiro ao Álvaro, obra do saudosíssimo Adoniran Barbosa, em parceria com Oswaldo Moles.

Adoniran, ou João Rubinato – seu nome de batismo – nasceu na cidade de Valinhos, no interior paulista, indo depois morar em São Paulo. Filho de imigrantes italianos, tinha a voz fanha, o que lhe rendeu algumas negativas para o sucesso no início da carreira. Mas, perseverante, nem isso o impediu de se tornar um dos maiores e mais geniais nomes da música brasileira de todos os tempos.

Suas músicas, inspiradas na alma da vida paulistana, mesmo populares são biscoitos finíssimos da cultura nacional: Trem das Onze, Malvinas, O Samba do Arnesto, As Mariposas e Saudosa Maloca são alguns dos sucessos desse compositor e cantor que fazia questão de criar com uma linguagem simples, a mesma que ainda é comum na fala de muita gente humilde e até na boca de pessoas letradas, como exemplifica o trecho de Tiro ao Álvaro acima – onde “flechada” é “frechada” e “tábua” é “tauba”; uma liberdade cultural e poética que em nada tira o brilho e a beleza de suas letras (aliás, muito pelo contrário: ficam ainda mais belas assim).

A criatividade do sambista paulista silenciou-se em 23 de novembro de 1982, quando Adoniran foi vitimado por uma parada cardíaca. O coração de Adoniran parou de funcionar.

Quando algo assim acontece, os órgãos param de receber oxigênio e, se nada for feito ou se a situação não puder ser revertida, a vítima pode falecer. Foi de parada cardíaca que faleceu também o cantor norte-americano Michael Jackson, em 2009 – embora os fatores que tenham levado o “rei do pop” a uma parada cardíaca tenham sido provavelmente diferentes das que nos levou Adoniran.

Isso porque há vários problemas que podem levar à parada cardíaca. Uma causa relativamente comum é o enfarto, ou também chamado de enfarte ou “ataque cardíaco”.

Em termos gerais, enfarto é quando uma área do coração deixa de receber sangue e suas células, privadas do oxigênio e dos nutrientes trazidos pelo sangue, morrem – e podem então fazer o coração parar de bater. Essa interrupção do fluxo sanguíneo pode ocorrer por vários motivos, como o entupimento das artérias que irrigam o coração.

O enfarto nem sempre é acompanhado de dor, mas quando ela ocorre pode ser percebida como uma dor muito forte no peito, que pode ser sentida ou irradiada também para o braço esquerdo e até para a área do estômago.

Pode haver também a sensação de uma pressão no peito ou costas, que demora alguns minutos para passar; dor que se espalha pelos ombros, pescoço e/ou braços, e sensação de tontura, suor, náusea e falta de ar. Esses são alguns sinais de que possivelmente a pessoa está sofrendo um enfarto (mas cuidado: nem sempre todos esses sintomas podem aparecer e podem haver outros).

O que fazer quando alguém parece estar sofrendo um enfarto?

Socorro rápido e imediato

A primeira coisa quando se suspeita que alguém está sofrendo um enfarto ou teve uma parada cardíaca é agir rapidamente: quanto mais tempo a pessoa fica sem cuidados, menores são as chances de ela sobreviver. Assim, deve-se procurar atendimento médico imediatamente. A melhor maneira de fazer isso é por meio dos telefones de emergência que atendem sua cidade ou região (como o de hospitais ou serviços públicos locais de emergência), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU (fone 192), bombeiros (fone 193), etc.

Depois de chamar o socorro, enquanto os profissionais da emergência não chegam, pessoas que tenham conhecimento em técnicas de primeiros socorros podem ser muito úteis e tomar algumas medidas para tentar reverter ou amenizar o problema.

O site do médico Drauzio Varella (www.drauziovarella.com.br) tem publicada uma entrevista com o médico Sérgio Timerman, do Incor, que traz dicas úteis de como proceder nesse caso; acesse clicando aqui .

Numa emergência, esse tipo de conhecimento pode ajudar – mas melhor ainda é ter um conhecimento prático sobre o que e como fazer um atendimento emergencial nesses casos. Por isso, faça um curso de primeiros socorros e convide amigos, familiares e colegas de trabalho para fazê-lo também – inclusive jovens, pois são eles que muitas vezes estão em casa ou por perto quando alguém sofre um enfarto.

E a prevenção?

Socorrer rapidamente a vítima é indispensável. Assim como cada pessoa cuidar de si e dos próximos para evitar ao máximo esse perigo. Pessoas hipertensas (que têm pressão alta), fumantes, aqueles que têm pessoas na família com problemas no coração, pessoas que têm colesterol alto e os sedentários têm maiores riscos. Tendo um ou mais desses problemas, é bom ficar de olho e checar seu médico.

O ideal então é fazer exercícios adequadamente, ficar atento à pressão arterial (a hipertensão quase não apresenta sintomas, por isso é bom fazer exames preventivos regularmente), não fumar e fazer consultas médicas periodicamente. Sem dúvida, o acompanhamento médico preventivo é uma das melhores formas de descobrir quem tem mais ou menos risco de enfarto e que medidas podem ser tomadas para diminuir riscos.
Ou seja: deve-se tomar cuidado com a saúde. Afinal, como cantava o saudoso e genial Adoniran, balas de revólver, venenos e atropelamentos matam muita gente – mas o enfarto também é um assassino silencioso que pode e deve ser combatido. Passe adiante essa ideia.

Pompeia: Rua Tavares Bastos, 425 - (11) 3674-4444 - De 2ª a 6ª das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 16h.