São Paulo, 24 de Julho de 2019

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Fique atento: mamadeira, só sem bisfenol A.

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
16/09/2011 15:05

Anvisa proíbe uso da substância, potencialmente cancerígena, na fabricação do plástico de mamadeiras.

Elas parecem inocentes mamadeiras. E eram para ser mesmo. Mas algumas mamadeiras comercializadas no Brasil até dezembro de 2011 não são tão inocentes assim. Elas podem conter bisfenol A, ou “BPA”, como também é chamado. O bisfenol A ou BPA é uma substância química utilizada na fabricação de alguns tipos de plásticos.

Em diversos países o bisfenol A é utilizado na fabricação de mamadeiras, copos e uma infinidade de produtos de policarbonato. O policarbonato é um plástico rígido e transparente, com aspecto parecido ao do vidro – que por isso é utilizado na fabricação de mamadeiras que, justamente por essa similaridade com o vidro, acabam sendo as preferidas pelos pais da criança na hora da compra.

O bisfenol A e considerado, no Canadá, produto tóxico desde 1998. No Japão, país que é exemplo em respeito ao cidadão em vários setores, os fabricantes baniram o uso da substância por conta própria. Recentemente, mamadeiras e utensílios plásticos com bisfenol A foram proibidos também na União Europeia. Parte dos Estados Unidos, além de Canadá, Malásia, China e Costa Rica também proíbem usos da substância.

O bisfenol A é suspeito de causar doenças desde a década de 1930. Foi apenas recentemente porém que iniciaram-se medidas a fim de evitar ou diminuir seu uso. A substância pode estar associada a alguns tipos de câncer, obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares, infertilidade, abortos espontâneos e até a defeitos congênitos e problemas de desenvolvimento nas crianças. Ainda há discussões sobre o quão nociva a substância é, e há estudos que deixam margem para discussão.

Mesmo assim, porém, talvez o ideal seja proibir a substância em qualquer tipo de utensílio em que exista contato do plástico com alimentos. As mamadeiras, entretanto, são as primeiras a terem o bisfenol A proibido no Brasil. Isso se deve pelo hábito que se tem de aquecer o leite dentro da mamadeira. Nessas situações, em que o plástico também acaba sendo aquecido, a liberação do bisfenol A no leite pode ser ainda maior, elevando os riscos. Como as crianças, e em especial as bem pequenas e recém-nascidas, ainda estão com o organismo em formação e são mais frágeis, a proibição do uso da substância no plástico das mamadeiras é portanto bastante prudente.

As mamadeiras importadas ou nacionais que possuem o produto ainda poderão ser comercializadas até 31 de dezembro de 2011. Depois disso, estoques ou produtos à venda serão apreendidos e destruídos.

Como comprar?

Apesar da proibição, no Brasil, do uso da substância em mamadeiras, ela pode ainda ser utilizada em outros utensílios plásticos utilizados por crianças – como copos, canecas, pratos, talheres e até brinquedos – embora estes últimos a princípio não sejam colocados em contato com alimentos. Produtos de uso dos adultos e têm contato com alimentos também podem conter bisfenol A, mas especialistas entendem que o organismo dos adultos têm melhores condições de lidar com substâncias tóxicas.

Enquanto a legislação não define ação a respeito, cabe ao consumidor escolher se compra ou não esses produtos.

Para quem vai comprar mamadeiras de plástico, até a proibição entrar plenamente em vigor (a partir de 01 de janeiro de 2012), as mamadeiras com bisfenol A ainda podem ser encontradas no comércio. A sugestão é que o consumidor escolha, desde já, aquelas que não possuem o bisfenol A. No Brasil, as mamadeiras plásticas devem trazer um selo informando quando possuem bisfenol A (ou BPA). Alguns fabricantes também informam quando o produto não tem o bisfenol A. Para não confundir, ler atentamente o rótulo do produto – e levar a mamadeira que não possui a substância.

Para outros produtos de plástico, pode-se olhar na parte inferior do utensílio se há um número. Os que possuem os números 3 e 7 podem conter bisfenol A (esta e algumas outras informações utilizadas neste artigo são do jornal O Estado de São Paulo, 16/09/2011; leia mais clicando aqui.).

Na dúvida, outra dica é não utilizar potes plásticos para armazenar ou congelar alimentos, evitando também, em especial, usar potes plásticos arranhados e/ou aquecer alimentos em potes plásticos ou guardar alimentos ainda quentes neles.

Potes de vidro, metal ou cerâmica podem ser mais indicados para guardar e aquecer alimentos.

O BPA ou bisfenol A também é utilizado no revestimento interno de alguns tipos de latas de alimentos – mais uma razão para não se comprar alimentos em latas que estiverem amassadas.

Quando a tecnologia erra.

Com o uso de novas tecnologias na fabricação e desenvolvimento de produtos e matérias-primas, o uso de substâncias potencialmente tóxicas acaba por vezes ocorrendo.

Há muitos séculos (e até mais recentemente) era comum, por exemplo, adicionar substâncias radioativas em vidros para dar-lhes cor. Eles também acabavam ficando brilhantes, causando um bonito – mas maléfico – efeito. O uso do chumbo e do amianto, duas substâncias venenosas e cancerígenas, são outros exemplos: a adição de chumbo na gasolina e até o uso do amianto em obras e pastilhas de freios para automóveis era extremamente comum.

Quando se descobre que uma substância pode causar danos, cabe evitá-la. No caso do bisfenol-A, a proibição da Anvisa vem ajudar nesse processo. O problema é que, muitas vezes, tais decisões infelizmente acabam demorando muito para acontecer.

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