São Paulo, 22 de Setembro de 2019

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Aids: não descuidar.

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
29/09/2011 14:00

Doença continua sendo grave. Cuidados não devem diminuir.

Quando a aids se disseminou pelo mundo a partir do final dos anos 1970 – e chegou ao Brasil, em 1980 (a confirmação do primeiro caso no Brasil só foi feita em 1982, dois anos depois do surgimento do primeiro caso no país) –, a desinformação e desconhecimento médico e científico em relação à nova doença aumentavam ainda mais o medo. A cada caso, em especial aqueles que acometiam personalidades como atores, cantores e astros do esporte, dando visibilidade ao sofrimento gerado pela doença, o público era tomado de uma preocupação crescente.

Ações de educação e conscientização diminuíram o medo e até o preconceito que muitos sentiam: a doença, no início, era tida pejorativamente por muitos como “doença de homossexuais”, o que não é verdade. A aids pode acometer qualquer pessoa que esteja exposta às condições de risco, e ser ou não homossexual, por exemplo, não é determinante para se saber se a pessoa pode ou não ter aids.

Mas essa mudança de percepção só ocorreu algum tempo depois. Com o passar das décadas e milhões de mortes (estima-se que, até 2010, um total de mais de 25 milhões de pessoas morreram em decorrência da aids) a evolução de métodos de prevenção, criação de exames para detecção, intensas campanhas educativas, novas práticas médicas e o desenvolvimento de drogas que retardam a evolução da doença ou diminuem seus efeitos diminuíram os casos fatais, em que os pacientes morriam em meses ou em poucos anos após o contágio.

O preconceito também diminuiu, e as pessoas passaram a compreender que é perfeitamente possível viver, conviver, trabalhar e ser amigo de pessoas que têm aids. A doença não é um estigma, e nem é transmissível por meio de um abraço, um aperto de mão ou pela convivência com o portador do vírus. Apoio, amor e amizade não fazem ninguém “pegar” aids.

Nos últimos anos a evolução de medicamentos que amenizam os efeitos da doença e aumentam a sobrevida dos soropositivos (termo que designa a condição de quem tem o vírus da aids) têm ajudado essas pessoas. Mas os avanços podem dar a muitos que não possuem a doença a impressão de que a aids não é um problema sério. É um engano.

Embora os medicamentos mais avançados permitam ao doente, felizmente, uma vida muito próxima da normal, os problemas não devem ser ignorados de forma a diminuir as precauções contra a infecção. Assim, mesmo com as melhorias do tratamento, continuam sendo essenciais o investimento em políticas públicas de conscientização das pessoas e a atitude de cada um para evitar o contágio e a disseminação.

A aids continua incurável; ela ainda persiste. Do início da epidemia até junho de 2010, foram diagnosticados no Brasil mais de 590 mil casos de aids. Em 2009, registrava-se 20,1 casos da doença para cada 100 mil brasileiros – ou seja, mais de 2 casos por grupo de 10 mil habitantes, ou 1 caso por grupo de 5 mil pessoas. Cerca de 2,7 milhões de pessoas contraem aids no mundo todo, a cada ano – e questões como o diagnóstico tardio diminuem a eficácia do tratamento.

A transmissão pode se dar, por exemplo, pela relação sexual sem o uso de preservativo com pessoas que possuem o vírus, uso de instrumentos que furam ou cortam não esterilizados (alicates de unha, instrumentos cirúrgicos, etc.), contato ou transfusão com sangue contaminado ou de mãe para filho (na gestação, parto ou amamentação). Os números da doença são altos, ainda mais em se tratando de uma doença que não tem cura.

A utilização de preservativos nas relações sexuais, o não uso de drogas injetáveis (com o não compartilhamento de agulhas e seringas), o uso dos tratamentos adequados para, no caso das mães e/ou gestantes, evitar a transmissão da doença para o bebê (na gestação, no parto ou na amamentação), o uso apenas de instrumentos que furam ou cortam (alicates de unha, agulhas de tatuagem, etc.) que sejam descartáveis ou estejam perfeitamente esterilizados e o uso das técnicas adequadas na seleção de doadores de sangue – além dos exames adequados no sangue coletado – são algumas das medidas de prevenção, e não devem ser desconsideradas.

Essas questões devem ser reforçadas, em especial as comportamentais, para os mais jovens – que não viveram o forte impacto do surgimento da aids e da grande mudança de comportamento que isso gerou nas gerações daqueles que, hoje, estão na faixa dos 40 a 60 anos. Alie-se a isso a falsa noção de “indestrutibilidade”, típica dos mais jovens (que tendem a não perceber riscos ou se achar imune a eles) e a falta de cuidado pode aumentar ainda mais.

Em setembro de 2011 um grupo de pesquisadores espanhóis anunciou ter desenvolvido experimentos com uma possível vacina contra a aids que apresentou 95% de resultados na geração de defesas no organismo das pessoas que fizeram parte do grupo de teste. O próximo passo seria testar se a vacina poderia contribuir também no processo de cura dos pacientes que já possuem a doença e, com mais pesquisas, desenvolver uma vacina para uso efetivo – o que pode ou não ocorrer com sucesso. É evidente que a grande esperança é que o sucesso ocorra, e os resultados estejam disponíveis para o uso de toda a humanidade em um futuro não muito distante.

Entretanto, mesmo essas notícias de avanço no estudo de técnicas, medicamentos e possíveis vacinas contra a aids não podem servir como fatores para que os riscos da doença sejam ignorados. A prevenção é, ainda, o melhor remédio.

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