São Paulo, 26 de Agosto de 2019

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Cálculo renal: água ajuda a prevenir.

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
10/11/2011 15:29

Antes que o problema apareça, consuma água corretamente.

Ele dói. Dói. Dói. Dói e... dói. Quem já teve um cálculo renal descendo pelo canal que liga o rim à bexiga sabe bem o que é isso. É claro: dor é uma coisa relativa; cada pessoa sente de um jeito. O fato, porém, é que uma dor muito desagradável pode ser gerada pelo cálculo renal – ou nefrólito ou, ainda, “pedra no rim”, como é popularmente conhecido. O cálculo renal é o resultado de um acúmulo de minerais que ocorre no interior de um ou dos dois rins.

Com isso, formam-se uma ou mais pedrinhas, em tamanhos que podem variar de poucos milímetros a alguns centímetros. Às vezes uma ou mais dessas pedrinhas saem do rim e descem pelo ureter (o canal que liga cada rim à bexiga). Porém, como o ureter é estreito, sem dúvida há uma certa dificuldade de pedrinhas um pouco maiores passarem por ele. Então há dor - e, em especial, não necessariamente porque os cálculos são ásperos, mas porque como o fluxo de urina do rim à bexiga fica dificultado, o rim e o ureter têm a pressão elevada pela urina acumulada, gerando dor.

Quando o caminho do rim à bexiga é vencido a dor praticamente “dá um tempo” – só falta, porém, a pedrinha sair pela uretra. Esse processo final também pode ser um pouco doloroso, mas o alívio pode ser tamanho em saber que a dor acabou que a pessoa talvez até sinta bem-estar ao final do processo. Ou pode ser até mesmo que o paciente nem sinta a pedrinha sair ao urinar – daí a precaução de coar a urina (uma peneirinha pode resolver) ajuda a evitar que a danadinha vá esgoto abaixo. Guardar a pedra pode ser útil para o médico avaliar sua composição, informação que pode ajudar em tratamentos posteriores.

Mas, e se o cálculo for muito grande? É provável que cálculos maiores do que 7mm tenham que ser retirados do rim pelo médico. Não é indicado deixá-los lá porque podem criar uma infecção, ou irem aumentando muito de tamanho.

Para isso, há algumas tecnologias disponíveis – ou seja, já não é mais como há poucas décadas, em que o único jeito de removê-los era por meio de cirurgias relativamente bem invasivas. Pode-se, por exemplo, ser utilizada a litotripsia, que consiste mais ou menos em dar ondas de choque (como ondas de som) nas pedrinhas de maneira que elas se fragmentem pela vibração. Esse processo é feito sem incisão alguma, e dura algumas dezenas de minutos. Com as pedras trituradas, menores, elas podem ser eliminadas naturalmente.

Para os casos em que a pedrinha fica “entalada” no caminho até a bexiga, o médico pode optar também em remover o cálculo por um cateter, que é introduzido pela uretra e sobe pelo ureter, “laçando” o cálculo e removendo-o.

Mas vale estar com a terrível dor e tomar um monte de água, tentando forçar a pedra a sair? A resposta é: siga a recomendação de seu médico. Se você já tem pedras no rim e se uma ou mais delas estiver “descendo” do rim à bexiga, ingerir um monte d’água pode fazer a dor aumentar, porque aumenta a pressão no rim comprometido – o que faz doer mais. Mas isso vai de cada caso – por isso é bom ouvir o médico. Após avaliar o tamanho da pedra, a localização e todos os demais dados, o médico poderá dar a melhor orientação a respeito da ingestão de mais líquido: faça o que ele mandar.

O bom mesmo seria ter tomado água antes de se ter um cálculo formado. Rins que funcionam pouco, que trabalham com alta concentração de sais na urina por falta de líquido, ou pessoas que produzem sais em excesso podem gerar cálculos renais. Previna-se disso tomando bastante água, evitando assim muita dor em decorrência da eventual formação de um cálculo renal. Também vale a mudança na dieta (pergunte ao seu médico o que evitar). A precaução vale para quem nunca teve ou para quem já teve cálculos renais mas conseguiu eliminá-los: afinal, quem já teve uma vez, pode gerar outros depois de alguns anos - mas siga sempre a indicação de seu médico, não tome decisões por conta própria. Por fim, previna-se: evitar tanta dor vale a pena.

Atenção: Este texto é meramente informativo e seu conteúdo é genérico. Consulte sempre um médico e siga o tratamento e recomendações por ele prescritas. Em situações relacionadas à saúde o médico é quem melhor tem condições de avaliar o estado físico e/ou de saúde, avaliar sintomas, eliminar dúvidas, orientar, fazer diagnósticos, indicar tratamentos, dietas e medicamentos (quando for o caso) e dar orientações e/ou prescrições de medicamentos e procedimentos.

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