São Paulo, 18 de Outubro de 2017

Feijoada / Confraternização de Doadores e Aniversário de 9 Anos do Clube SangueBom
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Campanha quer diminuir transmissão de DSTs no Carnaval

Escrita por: Christine Vanstreels
14/02/2007 12:47

OMS estima que ocorram até 12 milhões de novos casos por ano no Brasil

“Com camisinha, a alegria continua durante e depois da festa???. Com este slogan, foi lançada em 11 de fevereiro uma campanha decisiva no carnaval: a de prevenção à aids e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). A preocupação cresce nesta época do ano, em que as pessoas estão mais propensas a conhecer novos parceiros sexuais. A campanha inclui spot para rádio, comercial de 30 segundos para a TV, cartaz e folder, e será acompanhada da distribuição de preservativos em locais estratégicos de festividades.

Pode parecer um tema batido relembrar a importância de usar preservativos na prevenção de DSTs, mas os números mostram que não. Em pesquisa divulgada pelo Programa Nacional de DST e Aids, 90% dos jovens entre 17 e 21 anos do sexo masculino afirmaram ter uma vida sexual ativa. Destes, 73% não usaram preservativo na última relação.

O resultado da falta de cuidado também é traduzido em números: em 2002, 15,8% destes jovens fizeram referência a algum problema de DST. Falta informação? Possivelmente. Estes mesmos jovens não souberam responder qual a forma de transmissão da sífilis e gonorréia.

Por isso, a prioridade do Programa é combater a proliferação das DSTs. Feridas, verrugas, bolhas e corrimentos são uma porta de entrada para o vírus da Aids, aumentando em muitas vezes o risco de contágio. Traduzindo, o Programa pretende, ao diminuir os casos de DSTs, diminuir conjuntamente os de Aids.

Números

O levantamento mais recente da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 2002, estimou o surgimento de 340 milhões de casos de DSTs curáveis (sífilis, tricomoníase e infecções causadas pela clamídia e pelo gonococo), dos quais 80% ocorrem em países em desenvolvimento.

Somente no Brasil são ntre 10 e 12 milhões de novos casos ao ano, sendo 640 mil de herpes genital, 685 mil de HPV, 937 mil de sífilis, 1,5 milhão de gonorréia, 1,9 milhão de clamídia (dados de 2003). As mulheres são o grupo mais vulnerável, pois se contaminam mais facilmente.

Entre as complicações decorrentes de DSTs estão a infertilidade, abortamento, matimortalidade e infecções congênitas tanto para a mãe quanto para o bebê, se estiver grávida.

Pompeia: Rua Tavares Bastos, 425 - (11) 3674-4444 - De 2ª a 6ª das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 16h.