São Paulo, 23 de Julho de 2019

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Lança-perfume: proibido e perigoso.

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
09/02/2012 10:11

Droga inalante pode causar danos ao cérebro e até a morte.

Talvez muitos pais e avós lembrem-se do lança-perfume, uma espécie de líquido odorizado que era comercializado em frascos metálicos e utilizado pelos foliões no carnaval para ser borrifado nas outras pessoas – algo mais ou menos parecido com o que se faz hoje com as espumas de carnaval, comercializadas (onde são permitidas) em latas pressurizadas.

Como sua composição faz com que o lança-perfume se evapore rapidamente, ele gerava uma sensação de “congelamento” na pele, deixando no ar um odor perfumado.

Ingredientes tóxicos

Essa evaporação rápida ocorre porque ele era elaborado a partir de substâncias voláteis. Basicamente eram usados como ingredientes o éter, clorofórmio, cloreto de etila e essência.

O éter é uma espécie de “álcool destilado”, obtido a partir da destilação do álcool com ácido, sendo extremamente inflamável. Já o clorofórmio é obtido da acetona; antigamente era utilizado como anestésico em procedimentos cirúrgicos, tal seu poder de bloquear os transmissores da dor no cérebro. Mas os problemas que gerava quando usado como anestésico eram tão consideráveis, em especial no coração, que foi abandonado seu uso médico para este fim. É tóxico, podendo afetar rins, sistema nervoso, fígado, sistema cardiovascular e causar câncer. O cloreto de etila, por sua vez, é usado na fabricação de aditivos para gasolina. É tão “leve” e volátil que não é líquido, mas gasoso. É irritante para pele e olhos e, se inalado, causa tontura e perda de consciência.

Substâncias, portanto, nada “amigáveis” para se pôr dentro do corpo. Mas não era o que ocorria, porque o uso do lança-perfume não se limitava apenas a inocentemente borrifá-lo nas outras pessoas: muitos foliões usavam o lança-perfume como droga inalante, cheirando o líquido para obter seus efeitos – como desinibição, entorpecimento e euforia.

É proibido

Mas por que o lança-perfume foi proibido no Brasil? Em decorrência de mortes ocorridas pelo seu uso. Como tem efeito muito rápido, com duração de até 40 minutos, o usuário inala a droga várias vezes, aumentando ainda mais seus riscos. Além de efeitos nada agradáveis (visão dupla, falsas percepções, delírios, confusão mental, formigamento, irritação nos olhos, zumbidos, náusea, tremor, “ressaca”, entre outros), o lança-perfume pode causar também convulsões, diminuição ou paralisação das reações intelectuais, coma e, em alguns casos, depressão respiratória e arritmia cardíaca, podendo levar a pessoa à morte. Seus riscos são ainda maiores quando usado em associação com outras drogas, inclusive com o álcool – podendo levar ao coma com facilidade nessa situação. Além disso, pode causar dependência.

Também é uma droga de consequências sociais: o lança-perfume pode tornar o usuário violento, ansioso e incapacitado para dirigir, operar máquinas e avaliar riscos – podendo causar brigas, crimes e acidentes. Antes de ser proibido no país, por exemplo, causavam grande comoção os casos de pessoas que caíam ou se jogavam de janelas de prédios sob o efeito da droga.

Um triste porém: o tempo verbal de muitas partes deste texto está no passado: “era”, “usavam”, “gerava”, “houveram”... E isso não expressa exatamente a verdade. O lança-perfume ainda é muito usado como droga inalável no Brasil, apesar de sua proibição no país desde a década de 1960. Além de produções caseiras, a droga é contrabandeada de países como o Paraguai e Argentina, onde é fabricada sem proibição.

Além de nocivo à saúde e perigoso para a vida dos usuários seu porte, uso e comercialização são crimes, combatidos pela polícia e punidos com prisão.

Pompeia: Rua Tavares Bastos, 425 - (11) 3674-4444 - De 2ª a 6ª das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 16h.