São Paulo, 23 de Julho de 2019

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Dívida e saúde.

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
04/06/2012 11:14

Dívida em excesso pode gerar stress.

O que acontece no primeiro semestre de 2012? De um lado o governo, cortando os juros básicos da economia e tentando estimular o consumidor a comprar. De outro a indústria e o comércio, com estoques para vender e acenando com facilidades de pagamento. De outro lado, ainda, os bancos, anunciando juros mais baixos no cheque especial e supostas melhores condições de financiamento. E no meio disso tudo o consumidor.

E então, convém aproveitar e fazer uma dívida para adquirir já o bem que você tanto quer ou precisa?

O valor do dinheiro no tempo

Para responder a esta pergunta vale entender o que é, em essência, fazer um parcelamento ou empréstimo. O conceito é simples, mas muitas vezes ignorado. Funciona assim: quando um consumidor opta por este tipo de facilidade para adquirir um bem ou serviço está comprometendo um dinheiro que ainda não ganhou, mas que acredita que ganhará no futuro. É literalmente pedir para alguém lhe dar, hoje, o dinheiro que ele acredita que terá amanhã. Se esse alguém crer, como o consumidor, que no futuro o solicitante realmente terá esse dinheiro, ele fará o empréstimo ou abrirá o crediário.

Mas o dinheiro possui um valor no tempo: ter na mão ou usar hoje o dinheiro do futuro custa. São os
juros, que todo consumidor paga quando faz uma compra parcelada – por mais que o vendedor “jure que não há juros” embutidos nas parcelas.

Com isso o consumidor se endivida e gasta mais do que gastaria comprando à vista.

Não há, a princípio, um problema nisso. O crediário e os empréstimos ajudam a movimentar a economia, permitem que muitas pessoas tenham acesso a produtos que não teriam de outra forma e estimulam o mercado.

A questão é que há um limite matemático para esse endividamento. Afinal, se a renda do futuro já está comprometida, quando esse futuro chegar não haverá como fazer novas dívidas, pois dívidas anteriores ainda estão sendo pagas. Resultado: ou o consumidor para de comprar ou continua comprando e assume riscos cada vez maiores – para si e para o mercado. Qual risco? O de o consumidor não conseguir pagar tudo o que prometeu.

Stress

Com isso vários problemas que vão além da esfera econômica podem começar a atormentar a vida do consumidor. A preocupação com as dívidas podem fazer a pessoa literalmente perder o sono. Outros distúrbios também podem ocorrer: perda de apetite, stress excessivo, angústia e até depressão.

Outros problemas relacionados ao stress também podem se desenvolver ou problemas pré-existentes podem ser agravados.

Ou seja: nesse ponto de vista, endividamento excessivo, com riscos não programados, gera stress – pode fazer mal à saúde. Cuidar bem da vida financeira, entender os mecanismos de juros e parcelamento e ser cauteloso com aquilo que se compra são formas de prevenir desgastes à saúde física, mental e financeira.

Realizar sonhos faz muito bem. Mas ter cautela para que depois os sonhos não se tornem pesadelos também é essencial.

Publicado originalmente em junho de 2012.

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