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“Efeito chicote” pode até matar.

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
18/06/2012 15:51

No trânsito, colisões traseiras escondem perigo sério.

O que vem a sua cabeça quando pensa em um acidente de trânsito? Um carro batendo em outro de frente, por exemplo? Um capotamento? Ou uma colisão em um cruzamento? O que muitas pessoas não se dão conta é que um tipo de acidente muito comum é a colisão traseira – quando um veículo simplesmente bate na traseira do outro que está à frente. Este tipo de colisão é muito comum – e, como as demais, envolve riscos. Neste caso, em especial para quem está no carro que foi atingido.

A princípio pode parecer uma colisão banal, mas a batida traseira esconde um perigo sério: o chamado “efeito chicote”. Este tipo de efeito não é exclusivo das batidas traseiras, mas são muito comuns nesses casos. Ele tem esse nome porque o impacto de um veículo na traseira de outro projeta à frente os ocupantes do carro que está adiante. Com a batida, o cinto de segurança segura o corpo das pessoas – mas não o pescoço e a cabeça. Com isso, a coluna cervical, na região do pescoço, pode projetar-se rapidamente para frente e, logo em seguida, para trás. Mais ou menos como um elástico ou chicote – daí o nome. Esses movimentos são chamados de hiperextensão e hiperflexão do pescoço. Como são movimentos que ocorrem com velocidade grande e, dependendo da batida, também com força, danos severos podem ocorrer à vítima.

Pode ser que a colisão não leve a nenhum dano além do material, mas caso a batida ocasione o chamado efeito chicote a vítima pode ter de dores leves na região do pescoço a um ferimento sério na coluna, com lesão medular grave, perda permanente de movimentos (até tetraplegia) ou até mesmo a morte. Alguns sintomas podem incluir dor no pescoço, tensão muscular, tontura, dificuldade para engolir, dor nas cosas, ombros ou membros, entre outros.

Prevenção

• A primeira prevenção é dirigir com cautela. Evitar frear bruscamente sem necessidade, mantendo sempre distância segura (grande) do veículo à frente – para que, no caso de ele parar repentinamente, haver tempo e espaço para também frear ou desviar e assim não ser impactado por um terceiro veículo que venha atrás do seu, o chamado “engavetamento”. Portanto, jamais andar “colado” no trânsito em movimento, prática que é condenável, inconsequente e irresponsável.

• Ajustar o encosto de cabeça do banco. Ele não é um item de conforto e nem um acessório estético, mas um item de segurança. Ajuste-o corretamente para que, no caso de uma colisão traseira, o encosto evite uma movimentação exagerada do pescoço e cabeça. Para fazer o ajuste e saber a altura correta consulte o manual de seu veículo, seguindo as instruções do fabricante. Faça o ajuste para todos no veículo. Ao entrar no carro, certifique-se de que o encosto está na altura correta – um hábito que deve ser tão comum quanto pôr o cinto de segurança.

• Sempre sinalizar conversões, ultrapassagens, necessidade de parar. Se parar em uma via por alguma emergência e não puder ou não houver como retirar o veículo da via de tráfego, ligue imediatamente o pisca-alerta. Jamais ligue o pisca-alerta com o carro em movimento – você poderá confundir os outros motoristas e também gerar um acidente.

• Exigir que todos no veículo usem o cinto, inclusive quem vai no banco traseiro. Em caso de colisão, as pessoas no banco traseiro podem ser arremessadas contra quem vai à frente, gerando consequências graves para ambos.

• Caso tenha seu veículo atingido por colisão traseira e sentir qualquer desconforto na região do pescoço evite movimentar-se: solicite socorro médico. O atendimento médico imobilizará a cervical e fará um atendimento para verificar se houve alguma lesão. O dano ao veículo pode ser reparado – uma lesão séria na coluna, dificilmente.

E, mais importante: não cometa este tipo de acidente contra quem vai à frente. Mantenha sempre distância do veículo que segue adiante, principalmente em situações de trânsito pesado, sob chuva ou em vias de maior velocidade, mesmo que em área urbana. Nesses casos, dirija também com baixa velocidade e respeitando a sinalização. Dirija com cautela, sempre: o corpo humano é frágil e acidentes desse tipo são comuns.

Por fim, caso atinja um veículo nessas condições verifique se os ocupantes do carro à frente estão bem. Se não souber ou não puder prestar socorro, acione o serviço público de emergência (Corpo de Bombeiros, SAMU, Polícia) ou peça ajuda a outras pessoas, que poderão acionar as autoridades. Não socorrer ou não providenciar socorro a vítima de acidente é crime previsto no Código Nacional de Trânsito.

Publicado originalmente em 18/06/2012.

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