São Paulo, 21 de Março de 2019

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Tapioca: alta energia.

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
30/07/2012 16:28

Tapiocas recheadas são saborosas, mas podem ser pobres nutricionalmente.

O sabor é delicado, a textura é incrível e o aspecto visual, que lembra um “lenço” ou “seda”, ajuda muito no lado lúdico do prato: é a tapioca – também conhecida como “beiju”. Ela pode ser consumida de várias formas, mas é com recheio – lembrando um pouco o formato de um pastel, como na foto – que ela fica muito mais saborosa, formando uma deliciosa combinação.

O preparado surgiu no Brasil; é uma adaptação da culinária indígena, tupi-guarani – povo que tinha na mandioca, matéria-prima da tapioca, uma de suas principais fontes de alimento. A produção é simples: da mandioca (“macaxeira” ou “aipim”, como também é chamada em algumas regiões) é extraída a fécula – uma espécie de farinha equivalente ao amido; um açúcar simples, comum na mandioca, na batata e em diversos cereais. A fécula é também chamada de “goma” ou “polvilho doce”, e é ela a base da “massa” da tapioca. Há a farinha já pronta à venda no varejo, sendo fácil de encontrar.

Rica em carboidratos, a tapioca é uma fonte considerável de energia – em termos energéticos pode ser usada, por exemplo, como substituta do pão: fornece 331kcal por 100g; o pão francês fornece cerca de 300kcal pela mesma porção. O pão, entretanto, fornece mais proteínas (8,0g contra apenas 0,4g da fécula de mandioca), ao passo que a fécula possui mais carboidratos. Ou seja: ela não é nutritiva em termos de proteínas e vitaminas, mas é bastante energética. Sua maior qualidade, entretanto, é também sua maior fraqueza: como seu principal atributo é fornecer energia, a matéria-prima da tapioca pode ser melhor indicada para pessoas ou profissionais que demandam alto nível de energia, como atletas, trabalhadores braçais e pessoas que têm um dia a dia que demanda alta carga energética.

Uma grande vantagem da tapioca, porém, é que ela não contém glúten – substância que não pode ser consumida por algumas pessoas, sendo assim uma opção alimentar para essas pessoas.

Muito mais comum no Norte e Nordeste brasileiro, a tapioca tem conquistado fãs em outras localidades do país. É nos recheios que a tapioca ganha literalmente muito mais conteúdo: é tradicional o recheio com carne seca, mas o limite para o que pôr no recheio está onde a imaginação – ou a balança – mandar, seja ele doce ou salgado: doce de leite com raspas de coco, frango desfiado com queijo cremoso, queijo com goiabada, requeijão, raspas de chocolate, calabresa com cheddar, leite condensado, manteiga... O problema é que essas combinações, embora apetitosas, acrescentam mais calorias, além de gordura, açúcar, etc. Aliada à já energética massa de fécula de mandioca, a combinação resulta em um prato para ser consumido com muita moderação – ou então por quem vai gastar tanta energia no dia a dia. A digestão também é difícil, o que recomenda o consumo moderado.

Mas também podem ser feitas combinações mais saudáveis e menos calóricas – como inserir aveia no recheio, trocar queijos cremosos ou amarelos por queijo branco ou frescal, peito de peru com tomate seco, tomates-cereja com orégano... ou fazer combinações com frutas: a tapioca fica muito bem com morangos, por exemplo.

Então, se não há como não se render a essa guloseima, vale sempre o limite: comer pouco ou se exercitar bastante, queimando seus carboidratos.

Publicado originalmente em 30/07/2012.

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