São Paulo, 25 de Maio de 2017

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Fique atento às varizes

Escrita por: Raquel Francese
01/03/2007 12:02

Dilatação das veias é facilmente tratável se identificada no início

Quem nunca viu, conhece ou tenha alguém na família com aquelas veias sinuosas sobressaltadas à pele, mais conhecidas como varizes? Dificilmente a resposta a esssa pergunta será afirmativa. Calcula-se que 18% da população adulta no Brasil sofre desse problema, a maioria mulheres, pois a progesterona favorece a dilatação das veias. Outros fatores agravantes são idade, obesidade, sedentarismo, traumatismo nas pernas, exposição ao calor, tabagismo, ingestão de píluas anti-concepcionais e gravidez. Porém o principal determinante para se ter varizes ainda é a hereditariedade.


As varizes surgem quando existe um problema nas válvulas venosas. Estas válvulas existem para facilitar a subida do sangue de volta para o coração, depois de descer até os braços e pernas. Na pessoa normal a válvula se abre para o sangue passar e se fecha para não permitir seu o retorno. Na pessoa que desenvolve varizes há um mau funcionamento destas válvulas.


Com o mau funcionamento, o sangue passa a refluir e fica parado dentro das veias. Isto provoca mais dilatação e mais refluxo. Esta dilatação anormal das veias leva à formação das varizes. Esse nome vem do latim varix, que significa serpente. Dependendo da fase em que as varizes se encontram, podem ser chamadas de pequeno, médio ou de grande calibre.


As veias mais acometidas pela doença são as dos membros inferiores: pés, pernas e coxas. Algumas pessoas apresentam ainda minúsculas ramificações de coloração avermelhada. Estes casos costumam ser assintomáticos com exceção do incômodo estético.



Veja abaixo os sintomas mais comuns de varizes:



  • Veias dilatadas, tortuosas e muito visíveis


  • Agrupamentos de vasos finos e avermelhados que se ramificam


  • Queimação nas pernas e planta dos pés


  • Inchaço, especialmente nos tornozelos ao final do dia


  • Cansaço ou sensação de fadiga


  • Sensação de peso e/ou coceira nas pernas


  • Cãibras





O diagnóstico de varizes é simples, feito a partir de inspeção visual e ultra-sonografia. O tratamento usado depende dos critérios médicos, e pode variar entre:


  • Escleroterapia química: É a técnica mais antiga. Muito utilizada para as microvarizes ou vasos e para as varizes de calibre muito pequeno, consiste na injeção de substâncias esclerosantes que expulsam o sangue para as veias normais e entopem as que estão sendo tratadas. Costuma ser muito eficaz;


  • Cirurgia: As cirurgias de varizes estão cada vez menos agressivas. A grande maioria é realizada hoje através de mini-incisões e o tempo de internação hospitalar raramente passa de 24 horas;


  • Laser escleroterapia: O tratamento com laser está em evolução e ainda não substitui a escleroterapia química. Não pode ser usado em todos os tipos de pele e ainda não dá bom resultado nos vasos de calibre maior. Alguns médicos fazem o tratamento misto: laser e injeções.


  • Laser endovenoso: consiste na introdução de cateter com laser dentro das varizes para queimá-las. É uma técnica ainda em fase experimental.


  • Radiofreqüência – é a mesma técnica do laser, porém usando o calor produzido por cateteres dotados de dispositivo de RF (radio-freqüência).



É importante detectar a formação varicosa no início, pois suas complicações podem resultar em escurecimento da pele, eczema, dermatite, flebite, trombose hemorragias e úlceras. A melhor maneira de prevenção ainda é praticar exercícios físicos, principalmente os aeróbicos que estimulam a circulação do sangue, além de manter o peso em dia.

Pompeia: Rua Tavares Bastos, 425 - (11) 3674-4444 - De 2ª a 6ª das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 16h.