São Paulo, 18 de Novembro de 2018

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Deserto urbano.

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
22/08/2012 11:17

Umidade relativa do ar baixa gera problemas à saúde.

Uma região com cerca de 1000 km de extensão, com temperaturas que em um mesmo dia variam de 0 a 40ºC. O cenário é desolador e inóspito e as chuvas praticamente inexistentes. A altitude contribui para que a umidade seja mínima até no ar: barreiras geográficas naturais associadas à altitude de 2400 metros fazem desse lugar não só o mais seco, mas também o mais alto deserto do mundo. Estamos falando do deserto do Atacama, entre Chile e Peru (não, não é o da foto – que é o Saara, tirada na Líbia, mas que ilustra também a sensação).

Nessa região do planeta o solo é seco, mas ainda há lagos com água o ano todo, permitindo que uma população de cerca de 3 mil pessoas possa sobreviver na cidade de São Pedro de Atacama, por exemplo, uma das poucas cidades e vilas existentes na região – e que recebem centenas de turistas dispostos a conhecer o lugar. Já a atmosfera no Atacama não tem a mesma benevolência: o ar é seco ao extremo. A umidade relativa atinge com facilidade os 10%, com uma média ainda mais baixa – de apenas 5%.

Se você quer ter uma ideia de como é respirar em um lugar desses não precisa tomar um avião e desembarcar em um aeroporto chileno. Se a curiosidade se limitar à sensação do ar áspero entrando pelas narinas e irritando a garganta, tornando tarefas simples como trabalhar, caminhar ou dormir um relativo desafio, basta ter estado em algumas cidades brasileiras no período de inverno brasileiro. Embora a experiência local não substitua o passeio a um deserto de verdade, é válido para comparação. São Paulo registrou nível de umidade do ar de apenas 10% em 21 de agosto de 2012. No Aeroporto de Congonhas o valor registrado foi ainda menor: 9%. Exceto que o índice tenha sido batido por um ainda menor após a publicação deste texto, foi literalmente o dia mais seco da história já registrado na capital paulista.

O recorde não é porém exclusivo da cidade de São Paulo: outros municípios e estados podem ter chegado a índices igualmente baixos.

Para a Organização Mundial da Saúde o ideal para o ser humano é que a umidade esteja acima de 60%. A umidade desértica de apenas 10% pode gerar vários problemas à saúde e ao bem-estar das pessoas. Os problemas são ressecamento das vias respiratórias, problemas respiratórios, ressecamento da pele e dos olhos, dificuldade para caminhar ou praticar atividades físicas, dificuldade para dormir, facilidade na manifestação de alergias, rinites, faringites e afins, desconforto, entre outros – alguns graves, em especial em pessoas com problemas cardíacos, circulatórios e respiratórios, que requerem cuidado especial. O cenário é ainda mais preocupante porque, enquanto em Atacama a umidade baixa tem como companhia montanhas secas e planícies desoladas, nas cidades o cenário é de poluição. Ou seja: o ar, além de seco, é poluído. O que só agrava os problemas.

O que fazer para amenizar a sensação de deserto urbano? Suspender atividades físicas nos horários de umidade mais baixa (entre 11 e 15h), evitar exposição ao sol entre 10 e 16h, ingerir muita água (2 litros/dia), espalhar toalhas molhadas ou bacias com água pela casa e, se possível, pelo local de trabalho, manter a pele hidratada e usar soro fisiológico no nariz (sempre na temperatura do corpo, não aplique-o gelado) são algumas medidas que podem ajudar.

Se alguém que ainda não conhece o deserto mais seco do mundo queria ter uma ideia de como pode ser esse ambiente, a estiagem pode às vezes dar uma amostra. Talvez menos belo, felizmente o nosso deserto urbano dura pouco. Como amostra, porém, o tempo seco já foi mais do que suficiente.

Publicado originalmente em 22/08/2012.

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