São Paulo, 21 de Fevereiro de 2018

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Psoríase: discriminar por quê?

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
30/11/2012 09:51

Problema não é contagioso e não deve ser motivo de preconceito.

A psoríase é um problema de pele; uma doença inflamatória crônica que pode afetar também unhas, mucosas e até articulações. Não é uma doença tão rara: cerca de 2 ou 3% da população podem ser acometidos pelo problema, que pode ser piorado por fatores como frio, estresse, consumo de fumo e de álcool e até pela baixa umidade, entre outros.

A causa muitas vezes é genética, associada a fatores psicológicos. Tanto homens quanto mulheres podem ser acometidos pela psoríase, que é mais comum na população caucasoide (brancos). A forma mais comum (“psoríase vulgar”) caracteriza-se pelo surgimento de lesões descamativas e avermelhadas no corpo. Há vários tipos de psoríase, que não “escolhem” lugar para aparecer: solas dos pés, costas, joelhos, cotovelos, couro cabeludo, mãos..

A localização das lesões pode estar associada ao tipo de psoríase. São alguns exemplos a psoríase vulgar (a mais comum, com lesões escamativas no cotovelo, joelho ou couro cabeludo), a palmar e plantar (que acomete mãos e solas dos pés), a pustulosa (caracterizada por pequenas bolhas nas mãos e pés ou em diversas áreas do corpo), a ungueal (que acomete as unhas e pés, gerando espessamento da pele sob a unha) e a gutata (em pontos redondos semelhantes a pequenas gotas espalhadas pelo corpo), entre outros.

A psoríase não tem cura, mas o paciente pode adotar diversas medidas que ajudam a diminuir os sintomas e a melhorar a qualidade de vida, como banhar-se evitando água muito quente e apenas com sabonetes e xampus suaves, que não ressequem a pele. Também se deve evitar friccionar a pele, bem como usar roupas preferencialmente de algodão, que sejam confortáveis e folgadas. O uso de cremes, técnicas de fototerapia e a exposição moderada ao sol também podem trazer benefícios, mas estas e outras medidas devem ser adotadas de acordo com as orientações e/ou prescrições de um médico, obedecendo-se sempre o que o médico indicar para cada caso. Não se deve utilizar remédios caseiros e nem a automedicação.

Outra característica da psoríase é sua inconstância: ela pode “aparecer” e “desaparecer” ao longo da vida, podendo haver manifestações a intervalos curtos e constantes ou esporádicos, ou mesmo de o paciente ficar anos sem que o problema volte a se manifestar.

Um grande problema da psoríase não é a doença em si, mas a desinformação: muitas pessoas têm preconceito ou deixam o paciente constrangido por não compreender bem a doença, que além de não ser contagiosa não interfere na capacidade de o paciente trabalhar, conviver e, observadas as características de cada caso, levar uma vida normal.


Publicado originalmente em 30 de novembro de 2012.

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