São Paulo, 26 de Junho de 2017

Sobre Doação

POR QUE DOAR?

O sangue é um elemento indispensável à vida. Sem o nosso sangue, seríamos incapazes de oxigenar e nutrir nosso corpo, e morreríamos. Não há nada que substitua esse nosso tecido líquido.

O sangue das pessoas saudáveis é constantemente renovado, conforme a necessidade do organismo. A perda de sangue que ocorre na doação é reposta em pouco tempo. Elas são plenamente capazes de doar, e sua atitude generosa pode salvar não apenas uma, mas três vidas. Isso porque o sangue colhido do doador é fracionado em três componentes: as plaquetas, as hemácias e o plasma, cada um com um destinatário diverso.

São muitos os casos em que é preciso recorrer ao banco de sangue: transplantes, grandes cirurgias e vítimas de acidentes precisam de transfusão. Portadores de doenças graves cujo organismo não é capaz de produzir as células sanguíneas necessárias, seja por deficiência natural, seja por tratamento que bloqueia sua produção, como a quimioterapia, também precisam de transfusões sanguíneas para sobreviver. Nesta categoria se enquadram algumas doenças do sangue, portadores de câncer diversos e de leucemia.

São tantas pessoas que precisam de sangue, que não raro algumas delas são nossas conhecidas, amigas ou parentes. Mas o banco de sangue também existe para ajudar aquelas pessoas anônimas, que não têm ninguém à sua volta que possa ajudar, ou simplesmente quando não há tempo de convocar familiares para doar sangue, o que é comum em acidentes graves, como os automobilísticos, quando a perda é muito grande.

Os doadores podem não saber o destino de seu sangue na hora da doação, na maioria das vezes, mas de uma coisa têm certeza: o que fazem é indispensável à vida.

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PARA QUEM DOAR?

Existem inúmeras situações que demandam sangue. Todas as pessoas que estão passando por tratamentos como quimioterapia, cirurgias e transplantes precisam de sangue, além de acidentados e portadores de algumas doenças do sangue.

O doador espontâneo não sabe quem será o receptor do seu sangue, mas sabe que sua atitude é fundamental para salvar vidas. Sabe inclusive que um dia pode necessitar de sangue de outros. Por isso precisamos criar a consciência da necessidade de doar sangue entre as pessoas. Em outros países ela já é bem desenvolvida, e as pessoas, conscientes de sua responsabilidade social, desenvolvem o hábito de doar sangue.

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COMO E ONDE DOAR?

Doadores de sangue são pessoas especiais, movidas pelo desejo de ajudar pessoas que muitas vezes não conhecem. Ao dedicar parte do seu tempo (45 minutos) para doar um pouco de seu sangue, o doador ajuda a salvar a vida de até três pacientes diferentes.

Os homens podem doar seu sangue até 4 vezes ao ano, com um intervalo de 60 dias entre cada doação, e as mulheres 3 vezes, com intervalo de 90 dias. Já no caso da doação de plaquetas por aférese, tanto homens como mulheres podem doar até 4 vezes por mês e 24 vezes por ano, com um descanso mínimo de 72h entre cada doação.

Aqui seguem alguns pré-requisitos para a doação de sangue:

  • Estar em boas condições de saúde e descanso
  • Ter entre 16 e 69 anos, 11 meses e 29 dias de idade*
  • Pesar no mínimo 50 kg
  • Estar alimentado, evitando ingerir alimentos gordurosos
  • Apresentar documento oficial de identidade com foto.

*Obs.: pessoas com 16 e 17 anos devem estar acompanhados por pai, mãe ou responsável legal no ato da doação ou portar autorização fornecida pelo serviço de hemoterapia (informe-se). Pessoas com idade acima de 60 anos só podem doar sangue caso tenham realizado doação anterior.

Agende a sua Doação:

  • Posto Pompeia
    Rua Tavares Bastos, 425
    11 3674-4444
    2ª a 6ª feira: 8h às 18h
    Sábado: 8h às 16h

Durante o período de doação, o estacionamento é gratuito.

O doador de plaquetas por aférese poderá almoçar ou jantar GRATUITAMENTE no restaurante do Hospital São Camilo.

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PASSO A PASSO DA DOAÇÃO

Doei meu sangue, onde ele vai parar? Essa é uma dúvida comum no banco de sangue da Biotec. É claro que o sangue não vai direto da veia do doador para a do receptor. Ele segue um "fluxo do sangue", que visa torná-lo adequado e seguro para o paciente que precisa dele.

A primeira etapa da coleta de sangue é a triagem, realizada no próprio local de doação. Cada potencial doador passa por alguns exames, como a pesagem, verificação de pressão e teste de anemia, para avaliar seu estado de saúde. Além disso, é entrevistado por um médico através de um questionário com perguntas baseadas na lei, que ajudam na avaliação do estado de saúde do doador e seu comportamento.

A seguir é feita a coleta de sangue por meio de uma agulha inserida em uma veia no braço. O sangue coletado (470 ml no máximo, depende do peso do doador) é armazenado em uma bolsa individual. Acabou o trabalho do doador: ele pode comer um lanche, descansar um pouco e ir para a casa.

Na terceira etapa é que começa o trabalho laboratorial do banco de sangue: a separação em uma centrífuga de seus componentes em três porções menores, o plasma, o concentrado de plaquetas e o concentrado de hemácias. Antes de ser fracionado, as bolsas são submetidas a testes sorológicos.

Nesta etapa é que são detectadas doenças que o doador possa ter e que comprometem o sangue, como hepatite B e C, sífilis, HIV, HTLV I e II e doença de Chagas. Para reduzir ainda mais o risco de contágio de doenças na transfusão, a Biotec realiza um teste adicional, o NAT, que detecta o material genético do vírus, por testes de biologia molecular. Esse teste reduz a janela imunológica significativamente, aumentando a segurança da transfusão de sangue. Por exemplo, no caso de hepatite C a janela imunológica por teste convencionais é de aproximadamente 60 dias, já com o NAT ela diminuí para cerca de 20 dias. Já no HIV, ela vai de 21 para 11 dias.

As bolsas com resultados negativos para todas doenças estão enfim prontas para uso. Cada hemocomponente possui uma validade particular. As plaquetas duram 5 dias e ficam em temperatura de +22ºC até -2ºC, precisando de agitação constante. O plasma dura 1 ano e é conservado a -30ºC. Já as hemácias são armazenadas por até 42 dias em temperaturas de +4ºC a -2ºC.

Quando surge uma necessidade de transfusão, é feita novamente uma bateria de testes, desta vez com o receptor. A enfermagem colhe uma amostra de sangue do paciente e realiza nele testes imunohematológicos. A partir dos resultados, o sangue compatível é retirado do banco de sangue e é feita a transfusão.

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DOAÇÃO DE PLAQUETAS POR AFÉRESE

O sangue tem três tipos de substâncias aproveitáveis: as hemácias, as plaquetas e o plasma. Elas são separadas e cada receptor recebe somente a parte de que precisa.

Uma bolsa de sangue, equivalente à coleta de um doador, contém somente uma fração de cada uma dessas substâncias. Por isso, é necessário juntar o componente de aproximadamente 6 a 10 doadores para um único receptor de sangue.

Certos pacientes, pela natureza de sua doença, podem precisar de plaquetas, hemácias ou plasma de uma só pessoa, ou em grande quantidade. Nestes casos usa-se o sangue coletado por meio de aférese, um procedimento para retirada de um componente específico do sangue. O sangue é retirado, processado e devolvido ao doador, de forma simples, rápida e segura, geralmente por uma única veia do braço. O equipamento de aférese é capaz de extrair somente a fração ou componente desejado do sangue, devolvendo o resto. Não há risco de contaminação pois o kit de coleta é instalado no equipamento de aférese e descartado imediatamente após o uso.

VANTAGENS E DESVANTAGENS PARA O DOADOR

A coleta de sangue por aférese demora mais tempo (aproximadamente 1 hora). A quantidade de plaquetas é compensada pelo organismo mais rapidamente do que a doação de sangue total.

O doador de plaquetas por aférese pode doar até quatro vezes por mês. O organismo repõe as plaquetas doadas no prazo médio de 3 dias, e a doação pode ser repetida após 72 horas.

O doador de hemácias por aférese deve esperar o intervalo normal de doação de sangue, sendo 4 meses para mulheres e 3 meses para homens.

A doação de plasma por aférese não é usual, pois existe menor demanda por esta parte do sangue e ela se conserva por até um ano por refrigeração. Os demais componentes sanguíneos, por sua vez, se degradam rapidamente: as hemácias se conservam por 35 a 42 dias e as plaquetas por apenas 5 dias. Por isso, quando surge a demanda por estes componentes, a aférese é um instrumento valioso de coleta.

OS REQUISITOS PARA DOAR SÃO IGUAIS PARA TODOS OS TIPOS DE DOAÇÃO

O QUE SÃO PLAQUETAS?

As plaquetas são responsáveis por ajudar a conter os sangramentos. Circulando pelo sangue, elas aderem às paredes dos vasos sanguíneos danificados, formando um pequeno tampão e impedindo a perda de sangue. Pessoas com poucas plaquetas têm dificuldade em parar de sangrar (hemorragia) mesmo em ferimentos pequenos ou sangramentos espontâneos. Plaquetas geralmente são necessárias para pacientes que por motivo de doença param de produzir ou diminuem drasticamente a produção de plaquetas, necessitando de transfusão.

As plaquetas têm validade de apenas 5 dias após a doação, e precisam portanto ser repostas em estoque constantemente.

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IMPEDIMENTOS

Existem também alguns impedimentos temporários, que cessam logo que deixam de existir:

  • Estar com gripe ou febre;
  • Estar grávida ou amamentando;
  • Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação;
  • Ter feito tatuagem ou piercing sem condições de avaliação de higiene há menos de um ano;
  • Comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis;
  • O doador de plaquetas não pode ter ingerido AAS, aspirina ou anti-inflamatório há pelo menos uma semana.

Pessoas impedidas definitivamente de doar sangue são aquelas:

  • Com doença de Chagas e Malária;
  • Que tiveram hepatite após os 10 anos de idade;
  • Com histórico de doenças transmissíveis pelo sangue, como sífilis, doenças associadas ao HTLV I/II e AIDS.

Obs.: Qualquer dúvida a respeito de impedimentos, converse com os nossos médicos e enfermeiros nos telefones de cada posto em horário de doação.

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ÁREA ENDÊMICA DE MALÁRIA

Existem áreas onde há epidemia de malária. São áreas de alto risco de transmissão, que impedem a doação de sangue temporariamente, dependendo do tempo de exposição da pessoa no local.

A cada ano, ocorrem 300 a 500 milhões de casos de malária, com cerca de 1 milhão de óbitos. Dos 25 a 30 milhões de pessoas que viajam para áreas endêmicas, entre 10 a 30 mil contraem malária.

A doença está presente em muitas regiões do mundo, inclusive no Brasil. O foco principal de malária é na África Subsaariana, onde ocorrem cerca de 90% dos casos. Mas não é só nessa região da África que a malária é endêmica, ela atinge 53 países do continente, 21 países nas Américas, 4 países na Europa e 14 países no leste do Mediterrâneo e no sul Asiático.

ÁREA ENDÊMICA DE MALÁRIA

No Brasil especificamente, a área endêmica é conhecida como Amazônia Legal. Esta área envolve os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Brasil

Quem esteve viajando nessas áreas por menos de um mês, está impedido de doar sangue por seis meses. Já quem esteve mais do que esse período nessas áreas, ou esteve morando, está impedido de doar sangue por três anos.

Lembrando que aqueles que contraíram a malária estão definitivamente proibidos de fazer qualquer tipo doação de sangue.

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CUIDADOS APÓS A DOAÇÃO

  • Evitar dobrar o braço puncionado por aproximadamente 10 minutos;
  • Evitar esforços físicos exagerados no dia, por pelo menos 12 horas;
  • Aumentar a ingestão de líquidos;
  • Não fumar por cerca de 2 horas e evitar bebidas alcoólicas por 12 horas;
  • Manter o curativo no local da punção por pelo menos 4 horas.

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RESTRIÇÕES A DOAÇÃO

Restrições a doação

Algumas vacinas impedem a doação de sangue imediata e exigem que o doador espere um período até poder doar, isso ocorre por essas vacinas poderem influenciar nos resultados de exames futuros ou comprometer a saúde tanto do doador quanto de quem receberá o sangue.

Antes de viajar, também devemos ficar atentos às vacinas exigidas, para que o turista consiga ingressar no local. São exigências que existem tanto no Brasil, como no exterior, lugares considerados "locais de risco".

Portanto, veja a lista das principais vacinas e o tempo de intervalo necessário para realizar doação de sangue.

Quem tomar a vacina preparada com vírus ou bactéria mortos, toxóide ou recombinantes devem ficar 48 horas sem doar sangue. Veja os exemplos:
- Cólera
- Poliomielite (SALK)
- Difteria
- Tétano
- Febre tifóide
- Meningite
- Coqueluche
- Pneumococo

A vacina de vírus ou bactérias vivos e atenuados exige intervalo de quatro semanas para realizar doação de sangue. Veja os exemplos:
- Poliomielite Oral
- Febre tifóide oral
- Caxumba
- Febre amarela
- Sarampo
- BCG
- Rubéola
- Catapora
- Varíola

Vacinação antirrábica após exposição animal exige período mínimo de 01 ano para a doação de sangue.

As vacinas recomendadas para turistas:

Por precaução, as vacinas recomendadas para os turistas antes de ir viajar são: Hepatite A, Hepatite B, Raiva, Febre Tifóide, Tétano e Coqueluche, Meningite, Febre Amarela e Difteria.

O Regulamento Sanitário Internacional em vigor estipula que a única vacina que poderá ser exigida aos viajantes na travessia de fronteiras é a vacina contra a febre amarela. Entretanto, alguns países não autorizam a entrada no seu território sem o comprovativo de vacinação contra outras doenças. É o que acontece com a vacina contra a Meningite Meningocócica, imposta pela Arábia Saudita e exigida a todos os que passem a fronteira entre o Sudão e o Egito, e com a vacina contra a febre tifóide, igualmente obrigatória na passagem de fronteira entre estes dois países africanos. A vacinação contra a cólera também é exigida em determinados países, assim como a de febre amarela.

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Pompeia: Rua Tavares Bastos, 425 - (11) 3674-4444 - De 2ª a 6ª das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 16h.